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10/07/2005 - 09h21

De virada, Brasil vence clássico contra Cuba no Grand Prix

Da Redação
Em São Paulo
Como a própria capitã Valeskinha afirmou, "esse negócio de cumprir
tabela, ainda mais contra Cuba, não funciona". Pura verdade.

AFP 
Carol passa pelo bloqueio cubano na vitória brasileira, de virada, por 3 sets a 1
Neste domingo, em Taipei (TAI), as duas seleções já entraram em quadra
classificadas para a fase final do Grand Prix, mas parecia até decisão.

Melhor para o Brasil, que, de virada, venceu por 3 sets a 1 (22-25, 25-20, 25-19 e 25-23), em 1h38, e terminou a fase de classificação em segundo lugar, com oito vitórias e uma derrota - só superado pela China no ponto average (divisão dos pontos marcados pelos pontos sofridos).

A fase final será realizada em Sendai, no Japão, de 13 a 18 de julho, e contará com as cinco seleções mais bem classificadas - China, Brasil, Cuba, Itália e Holanda - e o Japão, país-sede.

Todos jogam contra todos e o campeão será aquele que terminar com o maior número de pontos. A seleção brasileira, que defende o título, busca o pentacampeonato.

E o jogo deste domingo foi uma pequena mostra do que será a fase final. Cuba se manteve no comando do placar durante todo o primeiro set. Com a
característica força no ataque, as cubanas não deram chance às brasileiras, que não conseguiam segurá-las no bloqueio. Ainda assim, o set foi fechado pela equipe bronze em Atenas-04 em 25-22.

Na metade do segundo set, forçando o saque, o Brasil abriu três pontos de vantagem (15-12) e manteve a diferença até o final da série, fechada em 25-20, num ataque da oposto Sheila. O terceiro set também seguia equilibrado, até Carol fazer cinco pontos seguidos de saque e fechar a parcial em 25-19.

No quarto set, Cuba abriu 3-0, chegou a vencer por 17-12 e 23-21, mas, numa passagem de Paula Pequeno pelo saque, o time de José Roberto Guimarães obteve quatro pontos em seqüência e fechou o set em 25-23.

"Tecnicamente, nosso time é melhor, mas não temos a pegada das cubanas", avaliou Zé Roberto. "Contra Cuba, precisamos sacar forte, o que não estava acontecendo. O ataque é o ponto forte delas, e não a defesa e o
bloqueio, como mostram as estatísticas", analisou o técnico.

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