15/08/2006 - 13h55
'Bola inteligente' ainda não tem data de estréia
Lello Lopes
Em São Paulo
Em fevereiro, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) revelou o desejo de utilizar nesta temporada uma "bola inteligente", que permite ao árbitro identificar se ela bateu dentro ou fora da quadra. Seis meses depois, a inovação, apesar de ter passado por diversos testes, ainda não tem data para estrear.
"Não sabemos ainda em que momento isso (a utilização em partidas oficiais) vai acontecer", revelou nesta terça-feira Renato D'Ávila, gerente da Unidade de Competições Nacionais da CBV.
De acordo com o dirigente, os testes definitivos com a bola devem ser feitos no Campeonato Brasileiro de Seleções, categoria de base que é disputada em várias divisões até o final do ano. A utilização da bola na edição 2006/2007 da Superliga ainda é incerta.
Até agora, a bola só foi usada em treinos das equipes juvenis do Finasa/Osasco e do Banespa. O próximo passo será a utilização em grandes ginásios.
A 'bola inteligente' funciona com um chip interno, acoplado a uma bateria. A informação transmitida por esse chip é captada por uma rede de antenas instaladas na quadra, que repassa essa informação para o árbitro em um painel na cadeira.
O sistema permite até que os jogos e treinos sejam acompanhados eletronicamente, uma vez que os movimentos da bola e dos jogadores podem ser registrados pelas antenas. Assim, os técnicos podem usar o sistema para corrigir, por exemplo, falhas de posicionamento.
"O chip pode ser usado para monitorar o atleta. O vôlei nada mais é do que a cobertura do espaço para a defesa da bola. Esse monitoramento vai passar para treinador como está a eficiência do atleta. Se o meio-de-rede não conseguiu executar o bloqueio, o sistema pode descobrir que o tempo de reação dele está mais longo que o esperado, por exemplo", analisou D'Ávila.
Apesar do sistema abrir a possibilidade de um novo sistema de treinamento, os técnicos das seleções brasileira ainda não tiveram contato com a bola inteligente. Afinal, a utilização da nova bola em torneios internacionais ainda está fora de cogitação, uma vez que a fornecedora do material para a CBV é concorrente da fabricante de bolas da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).
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