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26/08/2006 - 17h56

Pelo terceiro ano seguido, Brasil estraga a festa da torcida local

Da Redação
Em São Paulo
O Brasil se especializou em ser um estraga-prazer na Liga Mundial masculina de vôlei. Em 2004, a seleção conquistou o título vencendo a Itália em Roma. No ano seguinte, bateu a Sérvia e Montenegro em Belgrado. Desta vez, o confronto com os donos da casa veio mais cedo. Os brasileiros eliminaram os russos em Moscou na semifinal.

Para alguns jogadores, as vaias e gritos da torcida adversária só servem para motivá-los ainda mais. É o caso do oposto André Nascimento. "Na minha opinião, a torcida contra até ajuda. Acaba pondo mais responsabilidade sobre o time da casa", acredita o jogador.

Já o ponta Dante acredita que a torcida é indiferente. "Não entendo nada o que eles dizem mesmo", brincou. "A torcida só faz diferença para nós quando jogamos em casa. Aí ela nos serve de incentivo", disse o jogador, que elegeu a determinação como a principal virtude para a difícil vitória sobre a Rússia. "O grupo está sempre ali, o tempo todo junto, determinado. Não vejo isso em outras seleções. Acho que isso foi o mais importante para a vitória, juntamente com a atuação do Giba. Mas todos jogaram bem".

Curiosamente, a única vez que o Brasil não ganhou a Liga Mundial sob o comando do técnico Bernardinho foi quando jogou a final em casa. Em 2002, a Rússia foi a algoz brasileira, ganhando a decisão em Belo Horizonte.

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