Para conseguir manter a hegemonia do vôlei brasileiro no Mundial de novembro, no Japão, o técnico da seleção masculina, Bernardinho, aposta no crescimento dos dois jogadores mais novos do elenco que participou da fase final da Liga Mundial: os ponteiros Murilo e Samuel.
"Esses jogadores mais jovens, se continuarem evoluindo, podem fazer a diferença a nosso favor no Mundial. Vamos precisar muito deles", disse Bernardinho, que comandará a seleção em busca do bicampeonato mundial.
Por sinal, Murilo, 25, já desequilibrou a favor do Brasil nesta Liga Mundial. O jogador entrou no lugar de Dante no terceiro set da final contra a França, quando o Brasil já havia perdido os dois primeiros.
Com boa atuação e marcando pontos decisivos, ajudou a equipe a virar o jogo e a conquistar o hexacampeonato do torneio. "Motivação não falta na hora de entrar. A gente que está do lado de fora fica ansioso e querendo ajudar. Ainda bem que pude contribuir", disse o ponteiro.
Já Samuel, 22, entrou pouco na final, mas mesmo assim foi homenageado pelos companheiros e, pelo segundo ano consecutivo, foi quem chegou no aeroporto carregando o troféu da conquista.
"Como sou o calouro, fiquei com a incumbência de carregar a taça novamente. Eles [mais velhos] mandam e tenho que obedecer", brincou o ponteiro. "Esse título foi ainda mais emocionante que o do ano passado [triunfo contra a Sérvia e Montenegro]. Estou muito feliz por fazer parte deste grupo", completou Samuel.
Além de aplicar "trotes" nos mais novos, os jogadores mais experientes também fazem questão de elogiar a capacidade deles e ressaltar a importância de uma renovação no elenco.
"A gente perdeu o Nalbert, o Mauricio e o Giovane, então precisávamos dessa renovação. Eles [Murilo e Samuel] estão no mesmo nível dos outros e isso obriga os mais velhos a não se acomodarem, porque senão podem perder espaço", disse o meio-de-rede Gustavo, 31, que é irmão de Murilo.
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