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26/09/2006 - 12h28

Técnico e jogadores da Itália buscam no diálogo solução para crise

Da Redação
Em São Paulo
A seleção italiana masculina de vôlei está tentando se acertar. Após alguns desentendimentos internos, especialmente entre técnico e atletas, foi escolhido o caminho do diálogo e da superação de problemas.

Reuters
Montali busca conversa com jogadores para acabar com diferenças e tirar time da crise
Nesta terça-feira, de acordo com o jornal italiano Gazzetta dello Sport, o treinador Gian Paolo Montali se encontrou com grande parte do grupo "azzurro" no aeroporto de Veneza, onde teve uma conversa "longa, franca, em certos momentos dura, já que os envolvidos disseram o que pensavam, na cara do próximo, sem mensagens atravessadas, como acontecia no passado recente", conforme explica o jornal.

"Durante o encontro, surgiu uma nova e forte comunidade com intenção e grande motivação comum para empenho futuro", dizia nota divulgada após o encontro, sem declarações individuais.

"O técnico e os jogadores gostariam de reforçar que nesses dias a confiança e estima recíproca nos demais nunca foi maior. As contradições que se desenvolveram fizeram nascer a vontade de eliminar para o futuro cada problema de comunicação interna. Do diálogo sincero e espontâneo surgiu uma visão comum sobre como superar os problemas. A equipe e o técnico estão convencidos de poder encontrar as soluções certas para inserirem também no próximo Mundial e conseguirem aqueles resultados de prestígio dos quais todos os torcedores se orgulham", completava o comunicado.

Há algumas semanas, o treinador Montali teve seu trabalho bastante criticado pelo péssimo desempenho da equipe na Liga Mundial. A Itália só disputou a fase final após receber convite da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

A equipe feminina também passa por crise. Recentemente o técnico Marco Bonitta caiu e foi substituído por Massimo Barbolini. A mudança aconteceu dias depois que a briga do time nas finais do Grand Prix, vencido pelo Brasil, veio à tona. Algumas das principais atletas do país, entre elas Francesca Piccinini e Elisa Togut, ameaçaram abandonar a seleção se o técnico continuasse no cargo.

Em comunicado oficial, a FIPAV demonstrou apoio aos técnicos. "A Federação confirma a plena confiança na escolha dos técnicos que no passado contribuíram para a conquista de resultados no âmbito internacional."

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