Mesmo com um desfalque de última hora, a seleção brasileira feminina de vôlei conquistou nesta quarta-feira a sua segunda vitória no Campeonato Mundial, que está sendo realizado no Japão. Sem a levantadora Fofão, o Brasil venceu o Cazaquistão em uma hora e quatro minutos por 3 sets a 0, com parciais de 25-17, 25-13 e 25-16, em Kobe.
| ÁVIDOS POR ATENÇÃO |
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Um sorriso ou um aceno. É tudo o que uma jogadora precisa para conquistar a torcida no Japão. Com o ginásio praticamente vazio (na partida do Brasil, apenas 950 pessoas assistiram à vitória sobre o Cazaquistão), a grande maioria do público é formada por estudantes japoneses.
Uniformizados, os grupos de meninos e meninas entram no ginásio em filas, orientados pelos professores. Sentados, ficam na expectativa de receberem uma das bolas de brinde que são distribuídas pelas jogadoras no momento da entrada em quadra. É a hora que o ginásio fica mais barulhento.
Depois, a torcida acompanha atenta os lances da partida, com direito a gritos de "oh" em defesas mais surpreendentes. Vibração mesmo só quando um ponto bonito é marcado ou quando as jogadoras que estão no aquecimento acenam para as arquibancadas. |
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ZÉ ROBERTO ELOGIA O TIME |
BRASIL VENCE A SEGUNDA |
Fofão, capitã da seleção brasileira, reclamou de leves dores na panturrilha direita após a vitória sobre Porto Rico na estréia do Mundial, nesta terça-feira. Para não agravar a lesão, o técnico José Roberto Guimarães resolveu um pouco antes da partida poupar a jogadora.
"Eu estou ótima. (A lesão) foi bem leve. É bom que todo mundo pôde entrar e ajudar o time. Isso é importante. Acho que a gente não pode correr riscos", disse Fofão.
Assim, Carol Albuquerque ganhou a vaga na equipe titular. A ponteira Mari, que na partida contra Porto Rico foi substituída por Sassá, também começou jogando.
A vitória nesta quarta-feira deixou a seleção brasileira bem perto da vaga para a segunda fase. Com quatro pontos, o time lidera o grupo C, que também tem Holanda, Estados Unidos, Porto Rico e Camarões. Os quatro primeiros colocados avançam à segunda fase e apenas uma improvável combinação de resultados vai tirar o Brasil da disputa.
Diante do Cazaquistão, que na primeira rodada quase venceu as atuais vice-campeãs mundiais, o Brasil apresentou um ritmo de jogo mais consistente do que o da estréia. Com um bom desempenho do bloqueio e da defesa, a equipe parou a grande estrela adversária, a atacante Yelena Pavlova, que no jogo contra os Estados Unidos marcou impressionantes 40 pontos.
"Independentemente do adversário -senti que elas estavam um pouco cansadas-, a gente impôs o nosso ritmo e melhorou nos contra-ataques. Mas ainda tem muita coisa para melhorar. E foi bom que o Zé botou todo mundo para jogar para dar ritmo para as jogadoras", disse Carol Albuquerque.
No primeiro set, a central Fabiana, melhor jogadora do Brasil na estréia, abriu a contagem para a seleção. E em nenhum momento do jogo as brasileiras perderam a dianteira do marcador.
Com uma boa variação de jogadas, com Mari, Fabiana, Sheilla e Jaqueline executando os ataques com precisão, a seleção chegou ao primeiro tempo técnico com quatro pontos de vantagem (8-4).
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Dois bloqueios seguidos fizeram a diferença subir para oito pontos (17-9). Assim, a seleção não teve problemas para fechar o set, em um ponto que teve levantamento de Fabiana para cortada de Mari.
As outras duas parciais foram ainda mais fáceis, com o Brasil abrindo larga vantagem logo no início. O técnico do Cazaquistão, Vyacheslav Shapran, trocou praticamente todo o time. Nem mesmo Pavlova ficou em quadra. E o domínio do Brasil aumentou.
"Nós não esperávamos vencer hoje, por isso mudamos muitas jogadoras, para que elas tivessem a chance de jogar contra um time forte como o Brasil", justificou Shapran.
No segundo set, a seleção marcou os quatro primeiros pontos. O time continuou marcando bem as jogadas do Cazaquistão, que assistiu passivamente ao domínio do Brasil. Com um bloqueio de Walewska, o país fechou o set em 25-13.
Um ace de Sheilla, no 4-2, abriu o caminho para que o Brasil construísse uma vantagem sólida o terceiro set. O time marcou seis pontos seguidos e deu tranqüilidade ao técnico José Roberto Guimarães, que colocou em quadra algumas reservas, como Carol Gattaz, Paula Pequeno, Sassá e Renatinha.
O Brasil perdeu um pouco de ritmo, mas mesmo assim controlou as ações do jogo e fechou o set em 25-16, ganhando o jogo por 3 a 0.
"Gostei do meu time, da concentração, da determinação e da forma que elas jogaram durante todo o jogo', disse Zé Roberto.
Agora, a seleção terá um dia só de treino. A próxima partida será na sexta-feira, às 14h (2h de Brasília), contra a Holanda. Na primeira fase, o Brasil ainda enfrentará Estados Unidos e Camarões.
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