Mesmo com uma atuação oscilante, a seleção brasileira feminina de vôlei venceu a Holanda nesta sexta-feira, em Kobe, por 3 sets a 2, com parciais de 25-18, 23-25, 23-25, 25-18 e 15-9, em uma hora e 50 minutos. O resultado garantiu o time de José Roberto Guimarães na segunda fase do Campeonato Mundial.
| PRIMEIRO SUSTO |
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 Zé Roberto precisou chamar atenção das brasileiras, após 2 sets a 1 contra no placar |
 No final, porém, a seleção prevaleceu para manter aproveitamento de 100% e a ponta |
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O time nem de longe lembrou aquele que venceu o Cazaquistão com extrema facilidade na terça-feira. Errando bastante, principalmente no passe, e apresentando falta de concentração em alguns momentos, a seleção quase complicou um jogo que parecia fácil.
E foram duas jogadoras que começaram na reserva que guiaram o Brasil na vitória. A levantadora Fofão e a ponta Sassá entraram no final do terceiro set e estabilizaram a seleção brasileira.
"O importante é você ter um elenco bom para fazer as substituições e o nível não cair, para quem está de fora entrar bem e tentar reverter a situação. Este é o Brasil que a gente conhece", definiu Sassá, que marcou 13 pontos na partida.
Assim como aconteceu no jogo contra o Cazaquistão, Fofão começou a partida no banco, poupada por causa de uma leve lesão na panturrilha direita. Zé Roberto também fez outra alteração, deixando na reserva a meio-de-rede Fabiana, melhor jogadora do Brasil neste Mundial, para a entrada de Carol Gattaz.
No primeiro set, o Brasil não deu chances para a Holanda. Um bloqueio de Walewska deixou o time na frente no primeiro tempo técnico (8-5). A partir daí, o Brasil abriu vantagem. Com um bloqueio de Mari, a seleção chegou a abrir sete pontos de diferença.
Mas um lance, ainda no primeiro set, sintetizou bem o que foi o jogo para o Brasil. Em uma bola fácil, Walewska e Carol Albuquerque ficaram na indefinição de quem iria para o lance. Resultado: ponto para a Holanda.
Apesar dos lapsos momentâneos, o Brasil não encontrou dificuldade para fechar a parcial em 25-18, com um bloqueio de Sheilla sobre Chaine Staelens.
No segundo set, a seleção brasileira continuou levando vantagem sobre a Holanda. A equipe abriu cinco pontos de diferença, marcando 11-6 no placar.
A partir daí, o Brasil parou. Errando muito na defesa, o time viu as holandesas marcarem oito pontos consecutivos e assumirem a liderança do placar.
| BRASIL ERRA MUITOS PASSES |
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Depois de viver uma "pane" no passe e perder os segundo e terceiro sets, o Brasil conseguiu a virada por 3 a 2 sobre a seleção da Holanda.
Depois de ganhar o primeiro set com certa tranqüilidade, a seleção brasileira começou a errar bastante. O time só melhorou com as entradas de Fofão e Sassá nos lugares de Carol Albuquerque e Mari.
Para a ponteira Jaqueline, segunda maior pontuadora do Brasil na partida com 18 pontos, a seleção falhou na marcação das jogadas na saída da rede.
"Elas (as holandesas) têm grandes jogadoras, principlamente a Manon Flier, que é uma das principais atacantes do campeonato. A equipe conseguiu marcar bem ali a ponta, só na saída que a gente pecou um pouco", disse. |
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FABI É POUPADA |
Zé Roberto passou a mexer na equipe. Sassá entrou no lugar de Mari. Depois, Renatinha e Fofão assumiram as vagas de Sheilla e Carol Albuquerque. Mesmo assim, a Holanda continuou melhor, e fechou o set em 25-23, com um ponto de Debby Stam.
No terceiro set, o Brasil só conseguiu equilibrar as ações do jogo até o primeiro tempo técnico. Depois, Manon Flier fez a diferença, quebrando a defesa brasileira.
A seleção só melhorou quando Zé Roberto mexeu no time. Paula Pequeno, Sassá, Fofão e Renatinha entraram em quadra. E o Brasil reagiu, diminuindo a diferença de cinco para apenas um ponto.
Mas foi insuficiente. Um ataque em diagonal de Chaine Staelens pôs fim ao set, novamente com o placar de 25-23.
No quarto set, Zé Roberto manteve Sassá e Fofão em quadra. E as duas fizeram a diferença. Com levantamentos perfeitos, Fofão desestabilizou o bloqueio holandês. Já Sassá conseguiu vencer a marcação adversária, e fez vários pontos, entre eles um de saque que deu uma pequena vantagem para a seleção (3-1).
O time ficou mais vibrante em quadra. Walewska, de bloqueio, parou a capitã da Holanda, Ingrid Visser (10-6). Depois, em outro bloqueio, aumentou ainda mais a diferença (12-7). No total, foram 21 pontos do Brasil neste fundamento.
A Holanda tentou encostar. Jaqueline ficou duas vezes consecutivas no bloqueio adversário, e a diferença caiu para apenas três pontos (12-9).
Zé Roberto pediu tempo. E a seleção voltou a se encontrar. Com Sheilla explorando o bloqueio, a vantagem chegou a seis pontos (15-9). Depois, foi só administrar a diferença para fechar a parcial em 25-18 em um ataque de Jaqueline.
O Brasil seguiu melhor no tie-break. Com um ataque de Walewska e dois bloqueios, a seleção logo abriu 3-0 de vantagem. O fundamento seguiu funcionando, e a diferença subiu para cinco pontos (6-1).
Pressionada, a Holanda passou a errar. Sorte do Brasil, que teve tranqüilidade para fechar a parcial em 15-9 e o jogo em 3 a 2.
"O mais importante foi realmente ter tido a pressão. E o time respondeu muito bem a esta pressão. Além de ter contado com a entrada das jogadoras que estavam no banco", analisou o técnico José Roberto Guimarães.
O Brasil volta a jogar neste sábado, às 14h (2 de Brasília), contra os Estados Unidos. O último compromisso da primeira fase será no domingo, diante do frágil time de Camarões.