Em sua melhor apresentação no Campeonato Mundial feminino de vôlei até o momento, a seleção brasileira derrotou os Estados Unidos por 3 sets a 0 neste sábado, com parciais de 25-23, 25-21 e 25-13, e praticamente assegurou a primeira colocação do grupo C da competição.
A seleção encerra a sua participação na primeira fase neste domingo, diante da frágil equipe de Camarões. Uma nova vitória faz com que o Brasil cumpra a "lição de casa" passada pelo técnico José Roberto Guimarães antes do início do Mundial: chegar à segunda fase com 100% de aproveitamento.
Já os Estados Unidos, atuais vice-campeões mundiais, encerram a sua participação na primeira fase diante de Porto Rico. A derrota para o Brasil foi a primeira da equipe norte-americana na competição.
Neste sábado, o Brasil foi um time bem diferente daquele que encontrou dificuldade para vencer a Holanda na véspera. Bem concentrada do início ao fim, a seleção quase não cometeu erros de passe. Assim, a bola chegou em boas condições nas mãos das levantadoras, o que facilitou o poder ofensivo.
Outro fundamento que funcionou muito bem foi o saque. Além de sete pontos marcados diretamente no serviço, o Brasil conseguiu quebrar o passe dos Estados Unidos.
"O Brasil conseguiu fazer hoje um bom jogo. O time delas não estava muito confiante na partida, e a gente conseguiu controlar. Acho que a diferença foi que fomos superiores a elas em alguns fundamentos", disse a levantadora Fofão. "Acho que foi a nossa melhor partida na primeira fase", completou a líbero Fabi.
Apoiada bastante pela torcida, com direito a batuque, a equipe brasileira iniciou a partida com uma alteração em relação ao time que bateu a Holanda. Sassá ganhou a vaga de Mari na ponta. As titulares Fofão e Fabiana, mais uma vez, foram poupadas, dando espaço para Carol Albuquerque e Carol Gattaz.
A oposto Sheilla foi o destaque da equipe, com 20 pontos, sendo quatro só de saque. A ponta Sassá e a líbero Fabi também brilharam. As três foram muito assediadas na saída da quadra.
Os Estados Unidos conseguiram seus melhores momentos com Heather Bown. Mas a seleção brasileira, que começou atrás do marcador, assumiu a ponta com uma largadinha de Jaqueline (7-6).
A diferença chegou a quatro pontos em um ace de Walewska (14-11). Mas as norte-americanas reagiram, e viraram o marcador após Sheilla ficar no bloqueio duas vezes seguidas (20-21).
O técnico Zé Roberto resolveu mexer no time, colocando em quadra Fofão e Mari nos lugares de Carol Albuquerque e Sheilla. O Brasil reagiu, e após um bom saque de Mari conquistou o set com um ponto de Walewska, em 25-23.
No segundo set, o time voltou com a formação inicial. E os Estados Unidos novamente largaram na frente. As norte-americanas foram ao primeiro tempo técnico com três pontos de vantagem (8-5).
A partir daí, só deu Brasil. Com uma excelente passagem de Sassá no saque, a seleção virou a partida. E os pontos surgiram no bloqueio e em ataques, como o de Jaqueline, que marcou 17-13 para as brasileiras.
Com tranqüilidade, a seleção brasileira fechou a parcial em 25-21, por intermédio de Sheilla.
O terceiro set foi o mais fácil de todos. O time aproveitou um momento de desatenção dos Estados Unidos para abrir larga vantagem. Em pouco tempo, a diferença chegou a dez pontos (20-10), após ataque de Sassá. E fechou o set com um ataque de Sheilla, em 25-13.
"Foi um bom jogo. O Brasil se apresentou estrategicamente muito bem. Conseguimos neutralizar algumas posições dos Estados Unidos, e isso facilitou o trabalho da nossa defesa. O nosso saque ajudou muito no bloqueio e na defesa, e os contra-ataques saíram bem. O terceiro set foi perfeito", analisou o técnico José Roberto Guimarães, que na saída do ginásio distribuiu autógrafos e tirou fotos com torcedores.