A seleção brasileira feminina de vôlei ganhou a ajuda da Holanda em sua caminhada rumo às semifinais do Campeonato Mundial, que está sendo disputado no Japão. Nesta quarta-feira, em Osaka, as holandesas bateram a Alemanha por 3 sets a 2, com parciais de 23-25, 25-21, 25-23, 23-25 e 16-14, e tiraram um ponto de uma das principais rivais brasileiras na segunda fase.
A Alemanha chegou à Osaka credenciada por quatro vitórias na primeira fase, uma delas diante da China, atual campeã olímpica. Já a Holanda perdeu duas partidas, para Brasil e Estados Unidos.
Como os resultados da primeira fase continuam válidos, Holanda e Alemanha agora estão empatadas com Estados Unidos e China, com duas derrotas cada uma. Brasil e Rússia são as únicas seleções do grupo que ainda não perderam.
"Estou muito desapontada. Acho que perdemos este jogo. Foi a nossa pior partida no campeonato, podemos jogar muito melhor. Tivemos alguns problemas na defesa e no bloqueio", lamentou a meio-de-rede alemã Christina Benecke.
Holanda e Alemanha fizeram um jogo extremamente equilibrado, com Chaine Staelens virando as bolas para o lado holandês e Angelina Grun repetindo o feito na quadra alemã.
No primeiro set, a definição aconteceu apenas nos últimos pontos. A Alemanha levou a melhor e ficou com a parcial em 25-23. A Holanda deu o troco no set seguinte, ganhando por 25-21.
No terceiro set, após excelente passagem de Riette Fledderus no saque, a seleção holandesa abriu sete pontos de vantagem. E mesmo cometendo erros bobos, conseguiu levar a parcial em 25-23.
A Alemanha voltou melhor para o quarto set. Mas após abrir quatro pontos de vantagem, a equipe germânica sofreu uma pane, permitindo a virada holandesa. As alemãs não se descontrolaram. E após dois erros de Flier venceram o set em 25-23.
No tie-break, a Holanda começou na frente do marcador, mas passou a errar bastante. Assim, a Alemanha controlou as ações do set e abriu seis pontos de vantagem (11-5).
Mas a Holanda não desistiu. E em grande jornada de Staelens salvou um match point e ganhou o set em 16-14.
"Nós tivemos sorte, porque normalmente quando você está perdendo por 11-5 no quinto set você não consegue se recuperar. Nós aproveitamos cada oportunidade e conseguimos vencer. Foi uma espécie de ressurreição", comemorou o técnico holandês, Avital Selinger.