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08/11/2006 - 07h15

Brasil joga para o gasto e vence Azerbaijão na estréia da 2ª fase

Lello Lopes
Enviado especial do UOL
Em Osaka (Japão)
A seleção brasileira nem precisou jogar tudo o que sabe para derrotar o Azerbaijão na abertura da segunda fase do Campeonato Mundial feminino de vôlei. Nesta quarta-feira, em Osaka, a equipe fez apenas o básico para vencer por 3 sets a 0, com parciais de 25-19, 25-21 e 25-23, em uma hora e dez minutos.

VITÓRIA PARA O GASTO
AFP
Seleção brasileira nem precisou jogar tudo o que sabe para derrotar o Azerbaijão
AFP
Jogadoras comemoram após conquistar sexta vitória consecutiva no Mundial
RÚSSIA SE MANTÉM INVICTA
HOLANDA VENCE ALEMANHA
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Esta foi a sexta vitória consecutiva da seleção no Mundial. E o resultado deixou o Brasil em situação privilegiada no grupo F. Como as vitórias diante de Porto Rico, Holanda e Estados Unidos na primeira fase continuam valendo, a equipe divide a liderança com a Rússia, com oito pontos.

Mais duas vitórias garantem automaticamente a seleção nas semifinais. O próximo desafio será contra a China, nesta sexta-feira. No sábado, a seleção enfrenta a Alemanha, e no domingo a Rússia.

"Para o Brasil foi muito importante uma vitória iniciando uma nova etapa, frente a uma grande equipe como esta do Azerbaijão, que conta com boas e experientes jogadoras. Sabíamos que íamos encontrar dificuldades. Jogamos bem os dois primeiros sets, mas no terceiro, em determinado momento, a concentração caiu", disse o técnico José Roberto Guimarães.

A partida contra o Azerbaijão foi muito parecida com o jogo de estréia do Brasil no Mundial, diante de Porto Rico. Naquela ocasião, a seleção também jogou para o gasto para vencer com tranqüilidade.

Nesta quarta, apesar de ter pela primeira vez neste Mundial torcida contrária, o Brasil conseguiu anular as duas principais jogadas do Azerbaijão: a bola de china e os ataques de Mammadova. Mesmo bem marcada, a jogadora ainda foi a maior pontuadora da partida, com 19 pontos -dois a mais que a ponteira brasileira Jaqueline.

As três jogadoras brasileiras que sofreram contusões na primeira fase começaram o jogo no banco de reservas. A levantadora Fofão, a central Fabiana e a ponta Sassá foram substituídas por Carol Albuquerque, Carol Gattaz e Mari, respectivamente.

O técnico José Roberto Guimarães colocou Fofão e Sassá em quadra por alguns minutos, para dar ritmo às atletas. Fabiana ficou o tempo todo no banco de reservas.

SEM RELAXAMENTO
As jogadoras da seleção brasileira deixaram a quadra do Osaka Municipal Central Gymnasium sorrindo bastante e comemorando o bom desempenho do time na partida contra o Azerbaijão.

As atletas só alertaram para a queda na concentração, que permitiu a reação adversária no terceiro set.

"É aquela velha história do terceiro set. Nós alertamos todo mundo para não perder a concentração, mas o time deu uma caída, cometeu erros bobos, e foi um ultimo set apertado. Mas foi um jogo bom, contra um time bom", analisou a levantadora Carol Albuquerque, um dos destaques do Brasil na partida.
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No primeiro set, o Azerbaijão só conseguiu equilibrar o jogo até o primeiro tempo técnico. Mas a boa atuação defensiva do Brasil, e os ataques de Mari e Jaqueline, deixaram a seleção em vantagem.

A ponteira Mari colocou o Brasil com cinco pontos de frente no segundo tempo técnico (16-11). E Walewska definiu a parcial explorando o bloqueio, com o placar de 25-19.

No segundo set, o Azerbaijão deu um pouco mais de trabalho. Entretanto, um erro de Mammadova fez com que o Brasil conseguisse uma segura vantagem de três pontos (12-9).

Em seguida, Mammadova foi bastante aplaudida pela torcida ao permanecer em quadra mesmo levando uma forte bolada no rosto desferida por Carol Gattaz.

Mas o Azerbaijão não conseguiu transformar o momento em trunfo. O Brasil marcou quatro pontos seguidos e depois fechou o set com um erro de saque de Mammadova.

No terceiro set, a seleção brasileira teve o seu desempenho mais oscilante. Com dois erros, um de Mari e outro de Jaqueline, a equipe permitiu que as adversárias ficassem em vantagem no segundo tempo técnico (16-14).

Mas a conversa no intervalo serviu para ajustar o time. A seleção se recuperou e fechou o set em um erro de ataque de Mammadova.

"O Brasil fez um primeiro e segundo sets muito concentrado, fez um jogo determinado, conseguindo neutralizar a principal atacante da outra equipe (Mammadova). No terceiro set teve um pouco de ansiedade em fechar o jogo e o resultado foi um pouco apertado. Mas o importante foi a vitória em três sets", analisou a levantadora Fofão, capitã da seleção brasileira.

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