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26/05/2007 - 08h18

Renovado, Brasil estréia na Liga Mundial com vitória

Da Redação
Em São Paulo
Mesmo renovada, a seleção brasileira masculina de vôlei seguiu sua rotina de vitórias. Na madrugada deste sábado, a equipe dirigida pelo técnico Bernardinho derrotou a Coréia do Sul por 3 sets a 0 (25-17, 25-23 e 28-26), fora de casa, na estréia da Liga Mundial.

Divulgação/FIVB
Nalbert pratica defesa em seu retorno à seleção brasileira masculina de vôlei
NALBERT COMEMORA REESTRÉIA
FILHO DE BERNARDINHO É TITULAR
TUDO SOBRE A LIGA 2007
FOTOS DA LIGA MUNDIAL
Atual campeão do torneio, o Brasil entrou em quadra sem nenhum titular da equipe que conquistou o Campeonato Mundial em dezembro, no Japão. Mesmo assim, em nenhum momento foi ameaçado seriamente pelo time sul-coreano.

O jogo marcou o retorno oficial do ponteiro Nalbert à seleção. Capitão da equipe que conquistou a medalha de ouro na Olimpíada de Atenas, em 2004, ele voltou ao time após uma passagem frustrada no vôlei de praia.

O destaque do confronto foi o oposto Samuel. Reserva no Mundial, quando atuou na ponta, o jogador que conquistou a Superliga masculina pelo Minas no mês passado fez 16 pontos, sendo 12 em ataques, dois em bloqueios e os outros dois no saque.

Após o confronto, o técnico Bernardinho ficou satisfeito com o desempenho da equipe. "Jogamos bem para uma estréia. Apesar do pouco tempo de treinamento e deste time não ter jogado junto em momento algum, tivemos um bom desempenho dentro de quadra. Ainda precisamos acertar algumas coisas e crescer a cada dia", avaliou o treinador.

Bernardinho destacou os pontos nos quais a equipe precisa evoluir para a segunda partida. "Nosso saque e nosso bloqueio não foram tão eficientes. Tivemos certa dificuldade nestes fundamentos até mesmo por causa da característica do time adversário, uma equipe asiática que joga muito rápido. Além disso, também bobeamos em alguns contra-ataques que poderiam ter sido cruciais para nosso time em momentos decisivos da partida", disse o técnico.

A partida começou equilibrada. O marcador ficou disputado até o sétimo ponto. A partir daí, a superioridade técnica brasileira começou a prevalecer. Depois de um ponto de saque de Murilo e um contra-ataque de Samuel, o Brasil abriu três pontos (11-8). Apesar de o time sul-coreano se destacar na defesa, a boa distribuição de jogadas do levantador Bruno ajudou o Brasil a deslanchar (19-12). No bloqueio do capitão Rodrigão, a equipe hexacampeã da Liga Mundial fechou o primeiro set em 25-17.

A Coréia do Sul voltou melhor para a segunda parcial e o Brasil cometeu alguns erros no início. Mas, no ace do levantador Bruno, chegou ao primeiro tempo técnico (8-7). Os donos da casa ainda tentaram fazer frente aos brasileiros, com destaque para o atacante Kim Yo-Han.

Depois de um contra-ataque e um bloqueio de Rodrigão, o Brasil marcou 12-10. Aos poucos, com as bolas de segurança de Samuel e Murilo, os brasileiros abriram e administraram o placar até fecharem em 25-23, no ataque de Murilo.

O terceiro set foi o mais equilibrado. Aproveitando-se das falhas do Brasil, a Coréia do Sul abriu dois pontos de vantagem no marcador (10-8). Mas foi só. Depois do saque de Murilo bater na fita da rede e cair na quadra adversária, o Brasil virou (11-10) e chegou à segunda parada técnica (16-14), numa bomba de Murilo sobre Song.

No entanto, os coreanos não deixaram os brasileiros deslancharem, empataram (21-21) e chegaram ao set point (24-23). Mas depois de dois aces de Samuel, o Brasil fechou a parcial em 28-26.

Esta é a primeira semana da Liga Mundial. O Brasil está no grupo A, ao lado de Coréia do Sul, Canadá e Finlândia. Para o treinador brasileiro, o objetivo inicial é obter a classificação para as finais da competição, entre 11 e 15 de julho, em Katowice, na Polônia. A seleção volta a enfrentar a Coréia do Sul na madrugada deste domingo, às 2h (de Brasília).

"Sair com duas vitórias contra a Coréia do Sul neste primeiro final de semana será muito importante para a nossa classificação. Pelo que observei, a Coréia é uma equipe jovem, em formação, e acredito que terá dificuldades contra o Canadá e a Finlândia, times mais experientes do que o deles", observou o treinador.

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