A taxa de transferência de jogadores brasileiros para o exterior passará a ser determinada subjetivamente pelo presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça Filho. A informação foi publicada na
edição desta sexta-feira do jornal
Folha de S. Paulo.
A página da entidade na Internet traz a novidade para a temporada 2007/2008, que acaba com o valor anteriormente fixado em 10%. Na próxima semana, os empresários cadastrados pela confederação terão uma reunião com os dirigentes, para saber qual será a regra. As taxas são pagas todo início de temporada.
"Se a cobrança impedir que alguém trabalhe, ela será inconstitucional. Embora não haja uma lei que proíba a taxa, ela é discutível", afirma o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo, Luiz Felipe Santoro.
No balanço de 2006, a receita da CBV com transferências e cessões temporárias ficou perto de R$ 1,8 milhão. Em outras modalidades, não é estipulado um percentual do contrato. No basquete, por exemplo, a taxa é de R$ 300.
Em uma tentativa de repatriar os jogadores brasileiros, a Confederação havia zerado com a pontuação máxima para os atletas, que determina a montagem das equipes do país. A medida, contudo, não surtiu efeito, uma vez que o fator financeiro é o que mais pesa na decisão de ir para o exterior. E é exatamente no bolso dos jogadores que a entidade agora quer mexer, para tentar reverter a situação.