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16/08/2007 - 17h41

Gustavo defende reunião para resolver o "caso Ricardinho"

Da Redação
Em São Paulo
O meio-de-rede Gustavo Endres sugeriu um encontro de todo o grupo para resolver o problema sobre o corte do levantador Ricardinho. Os atletas da seleção deram uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, em Saquarema (RJ), onde a equipe treina para o Sul-Americano do Chile, em setembro. Demonstrando desgaste com a situação, Gustavo disse que o time ficou dividido.

O ponteiro Giba, que assumiu o posto de capitão depois do corte de Ricardinho, às vésperas da estréia do Brasil no Pan-Americano, defendeu a decisão do técnico Bernardinho. "Faz três noites que eu não durmo me questionando: Era a hora certa ou não era a hora certa? Eu, como o Bernardo, achei que a hora certa a ser feito era essa", afirmou o atacante, ao analisar o momento da dispensa do jogador.

Apontado como um dos grandes amigos de Ricardinho na seleção, Giba acredita que as afirmações do levantador não correspondem realmente ao que ele pensa e, por isso, aposta que o pacto de manter o grupo até as Olimpíadas de Pequim está mantido.
GIBA DEFENDE TÉCNICO
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"(Depois do corte) O Bernardo perguntou se era a hora certa e ninguém soube responder. Ninguém sabia se era para ser antes do Pan, antes da Liga, antes de Pequim... Estamos com uma dúvida muito grande, mas apoiamos a decisão do Bernardo, sentindo a falta do Ricardo. O que queremos é que isso se resolva de uma vez. Ou ele aqui conosco ou ele fora. Temos é que fazer uma reunião entre todos para que isso se resolva. Acho até que deve ser com ele junto", afirmou.

"Todo mundo ficou sentido por ele, mas temos um técnico e as decisões são dele. Óbvio que jogamos nosso melhor no Pan-Americano porque tínhamos que jogar. Amanhã ou depois o Gustavo não está aqui, o Giba não está aqui ou outros não estão mais aqui e a seleção brasileira continua. Então fomos lá e fizemos nosso melhor. Mas estávamos bastante divididos e surpresos", acrescentou.

Gustavo defende, contudo, que Ricardinho tome a iniciativa de tentar retornar para o grupo. "Para nós, a família continua. A conversa geral aqui é que ele falasse pelo menos uma palavra indicando que queria voltar a fazer parte desse grupo. Óbvio que ele está magoado. Compreendo o que ele e sua família estão passando por um momento muito difícil, mas acho que ele não precisava ter feito essas declarações."

A posição é a mesma do técnico Bernardinho, que está em Manaus (AM), comandando a seleção (formada por jogadores novatos) na disputa da Copa América. Ele mandou um vídeo para Saquarema com sua opinião sobre o assunto.

"Qualquer passo, qualquer sinal no sentido de uma reaproximação será sempre bem vindo. Mas é difícil você querer se reaproximar quando as pessoas te acusam de ter programado, planejado. Coisas que jamais aconteceram. Volto a dizer: Nós temos agora é que focar no trabalho", afirmou.

O atacante Giba reforçou o pedido de um encontro para resolver a questão. "Essa reunião deve ser feita com o Ricardo junto. Nunca tratamos as coisas falando ou resolvendo por telefone ou mandando avisar. Sempre sentamos em uma mesa e chegamos a um denominador comum. Todas as coisas sempre foram discutidas entre o grupo junto e fechado. Ninguém nunca foi dono da razão."

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