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06/05/2008 - 14h08

Carol Gattaz pede 'autorização' ao Osasco e acerta com o Rexona

Paula Almeida
Em São Paulo
Carol Gattaz passou três temporadas no Finasa/Osasco que lhe valeram um título da Superliga e suas primeiras convocações para a seleção brasileira. No ano passado, decidiu experimentar o vôlei estrangeiro e defendeu o Jesi no Campeonato Italiano. Mas a vontade de retornar ao país falou mais alto, e para 2008/09, a meio-de-rede acaba de ser repatriada pelo Rexona-Ades.

Arquivo/Folha Imagem
Carol Gattaz defendeu o Osasco por três anos, mas agora será jogadora do Rexona
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Pentacampeã nacional, a equipe carioca recorreu à atleta natural de São José do Rio Preto para substituir Thaísa, que, coincidentemente, deixa o Rexona para defender o Osasco na próxima temporada.

"A negociação está praticamente fechada", admitiu Carol ao UOL Esporte, por telefone, direto do Centro de Treinamento de Saquarema, onde a seleção feminina se prepara para o Grand Prix.

A central já falou mais de uma vez que o Osasco é seu clube de coração, pelo período de sucesso que passou na equipe paulista. E agora, como será defender o arqui-rival?

"Eu sou profissional, vou jogar lá do mesmo jeito. Claro que tenho um carinho enorme por todos do Finasa, dirigentes, presidente, vice", diz a atleta. "Liguei pra eles avisando [que fecharia com o Rexona], e sei que tenho as portas abertas lá. O Osasco é meu time do coração, eles que me projetaram. Mas, independentemente de onde eu estiver jogando, vou encarar com seriedade".

Embora a saudade da família tenha pesado, o retorno de Carol ao Brasil se deveu, sobretudo, às mudanças que a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) pretende implementar a partir da próxima temporada. Cada clube poderá contar com apenas dois atletas estrangeiros no elenco.

"Com essa nova lei, o mercado fica mais fechado para as centrais, líberos e levantadoras", explica a meio-de-rede. Para 2009/2010, a FIVB pretende ampliar para quatro o número de estrangeiros em cada time, com apenas dois podendo atuar simultaneamente em quadra. "Volto para o Brasil nesse ano e, no próximo, quem sabe a gente tenha uma posição mais clara sobre essa mudança", completa Carol.

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