A seleção brasileira feminina de vôlei fez nesta sexta-feira sua pior partida no Grand Prix 2008. Com dois sets para apagar da memória, o grupo de José Roberto Guimarães esteve próximo de perder para a República Dominicana em Macau, mas conseguiu virar o jogo, venceu por 3 a 2 (23-25, 22-25, 25-22, 25-23 e 15-9) e foi à vice-liderança da competição. O time, porém, pode voltar ao terceiro lugar dependendo do resultado de China x Japão, que se enfrentam ainda nesta sexta. Os Estados Unidos bateram a Polônia por 3 a 1 (20-25, 25-23, 25-19 e 25-10) e assumiram a liderança provisória.
Apesar da atuação irregular, a seleção teve duas boas notícias: a confirmação da boa fase da meio-de-rede Thaísa e a volta da levantadora Fofão, que jogou em alto nível mesmo após ficar fora do time por mais de três semanas devido a uma lesão no joelho. A veterana começou a partida no banco, mas entrou definitivamente no segundo set e não saiu mais.
Embora contasse com quase sua força máxima, a seleção brasileira teve um início de jogo lento. A situação se mostrou mais complicada diante da boa apresentação das dominicanas, que conseguiram neutralizar as hexacampeãs graças aos conhecimentos do técnico brasileiro Marcos Kwiek, treinador do Pinheiros que aceitou comandar o time centro-americano na Copa Pan-Americana no Grand Prix.
Mari, substituta de Paula, não esteve bem e acabou sendo substituída por Sassá logo no primeiro set. Com a República Dominicana encostada no placar, o Brasil levou a virada no 17-16. Nesse momento, Zé Roberto decidiu colocar Fofão em quadra para melhorar a qualidade do levantamento. A seleção tentou reagir, mas as dominicanas mantiveram sua vantagem e fecharam com 25-23.
Após uma etapa inicial ruim, o Brasil voltou ainda pior para o segundo set, errando muitos saques e tendo grandes dificuldades no passe e na cobertura, o que inviabilizava a utilização das meios-de-rede no ataque. Em pouco tempo, o time da América Central abriu seis pontos de vantagem, 12-6. Fofão, que havia voltado ao banco para dar lugar a Carol Albuquerque, retornou à quadra, enquanto Thaísa substituiu Fabiana, alterações que melhoraram muito o rendimento brasileiro.
Mas apesar da evolução pelo meio-de-rede, as brasileiras continuaram errando muito na recepção, enquanto o volume de jogo das dominicanas na defesa apenas crescia. Diante da ineficiência das ponteiras brasileiras, a República Dominicana fechou o segundo set com 25-22 e abriu 2 a 0 no jogo.
Zé Roberto mexeu mais uma vez na equipe que iniciou o terceiro set, mantendo Fofão e Thaísa e deixando agora Jaqueline no banco para vir com Mari e Sassá pelas pontas, o que deu maior força aos ataques pela entrada de rede. A seleção brasileira conseguiu crescer em quadra e logo abriu dois pontos de vantagem, ampliados para cinco ao longo da etapa. As dominicanas chegaram a encostar, mas o Brasil levou a melhor, 25-22.
Moralmente fortalecidas, as brasileiras voltaram bem ao quarto set, o mais equilibrado do duelo. A melhora no passe permitiu a Fofão usar mais Walewska e Thaísa pelo meio e acelerar os ataques de Sheilla, até então sumida, pela saída de rede. As dominicanas mantiveram a pressão, mas com ajuda de Jaqueline, que retornou no lugar de Sassá, o Brasil fez 25-23 e forçou o tie-break.
No momento final, a República Dominicana teve uma desconcentração clara em quadra, e a seleção brasileira chegou a abrir sete pontos de vantagem. A diferença caiu para três, mas o Brasil manteve o controle do jogo e fechoy com 15-9, sacramentando a difícil vitória.