A boa vitória por 3 sets a 0 sobre os Estados Unidos na abertura da fase final do Grand Prix, na noite de terça-feira, não foi suficiente para deixar o técnico José Roberto Guimarães satisfeito com o desempenho da seleção brasileira. O treinador comemorou o êxito, mas apontou muitas falhas da equipe.
"Foi um jogo importante para nós, é sempre bom começar uma fase final com vitória", afirmou Zé Roberto, iniciando sua análise crítica da performance brasileira. "Começamos bem, mas eu não gostei muito da partida. Acho que não jogamos muito bem no contra-ataque, e nossa defesa, algumas vezes, não alcançou bolas fáceis. Minha preocupação era o passe, e só nos dois primeiros sets fomos bem neste fundamento".
O técnico lembrou, ainda, que as norte-americanas não jogaram com sua força máxima. "Nós sempre temos problemas quando enfrentamos os Estados Unidos. Elas têm grandes jogadoras e são muito boas na defesa, e nós não podemos esquecer que os Estados Unidos não estavam com o time completo hoje. A Sykora chegou ontem, e a Ogonna, há dois dias. Por isso acho que poderíamos ter jogado melhor. É importante que a equipe brasileira não esqueça esse detalhe".
A capitã Fofão reconheceu que o Brasil teve dificuldades em alguns momentos da partida. "No primeiro e no segundo set nós tivemos muitas chances de vencer, mas no terceiro set o jogo ficou realmente difícil", comentou a capitã do time brasileiro. "Nós precisamos superar as dificuldades. Precisamos aumentar a motivação do nosso time e continuar assim até os Jogos Olímpicos".
A central Walewska endossou as palavras de Zé Roberto e Fofão, mas também ressaltou os pontos positivos da equipe na vitória desta terça. "Foi um bom início, mas, coletivamente, nosso desempenho pode ser melhor. Sacamos bem e neutralizamos as jogadas delas pelo meio-de-rede. Isso facilitou a nossa marcação pelas pontas".
Pelo lado norte-americano, a técnica chinesa Jenny Lang Ping reconheceu que o favoritismo era todo das brasileiras, que souberam concretizá-lo. "Antes do jogo nós já sabíamos que seria muito difícil. O Brasil é o líder do ranking mundial. Elas não têm um ponto fraco, e nós temos que jogar perfeitamente para chegar perto. Nós ainda não pegamos nosso ritmo. Temos problemas no passe e no saque. Precisamos continuar nosso trabalho, e temos mais 30 dias, o tempo está passando", avaliou a treinadora.
Brasil e Estados Unidos voltam à quadra de Yokohama nesta quinta-feira. O time de Zé Roberto encara a Itália às 3h (horário de Brasília). Já as norte-americanas pegam o Japão às 6h30.