22/07/2008 - 17h38
Coadjuvante na fase final na Liga, Japão desperta atenção brasileira
Roberta Nomura
No Rio de Janeiro
Não foi só na entrevista coletiva de técnicos e capitães, realizada nesta terça-feira, que o Japão não apareceu. Coadjuvante na fase final da Liga Mundial, a seleção asiática não está entre as favoritas e pouco se fala dela. No entanto, o técnico Bernardinho faz questão de enaltecer o trabalho dos adversários e prega cautela.
Integrante do Grupo E ao lado de Brasil e Rússia, o Japão é a equipe com a pior campanha na primeira fase da Liga Mundial. Com apenas cinco vitórias em 12 jogos disputados, os asiáticos terminaram o classificatório na terceira colocação da chave que garantiu a Polônia na etapa decisiva.
"O Japão é um time muito perigoso. Quase tirou a Itália das Olimpíadas e tem um jogo interessante. Não se pode negligenciar e menosprezar o trabalho deles", afirmou o técnico brasileiro, na coletiva em que o comandante e o capitão japonês foram poupados porque chegaram na segunda à noite ao Rio de Janeiro.
No Pré-Olímpico de Tóquio, os italianos viraram a partida para cima do Japão, que acabou garantindo a classificação olímpica após 16 anos, por ser a melhor seleção asiática. Vice-campeã em Atenas-2004, a Itália ficou com a última vaga ao conquistar o título do torneio.
Convidada pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei) para integrar a fase final, a seleção japonesa é a segunda adversária do Brasil na etapa decisiva da Liga, que será disputada a partir de quarta-feira no Rio de Janeiro.