As competições que antecedem o início dos Jogos Olímpicos de Pequim perdem o brilho e viram meros treinos de luxos para os atletas que já vivem o sonho olímpico há semanas ou meses. No caso da seleção brasileira masculina de vôlei, a preparação para o maior torneio esportivo do mundo é vivida intensamente há anos.
Para quem participa do ciclo olímpico desde o encerramento da última competição fica ainda mais complicado tirar a viagem a China da cabeça. A 16 dias das Olimpíadas, os jogadores tentam esquecer momentaneamente o principal objetivo do ano para defender um título que não sai de suas mãos desde 2003.
A partir de agora e até o próximo domingo, o Brasil pensa apenas na fase final da Liga Mundial, disputada no Rio de Janeiro e que termina no próximo domingo. A estréia será contra a Rússia, às 10h da quarta-feira.
"É difícil, mas já estamos acostumados. Nosso foco vai estar aqui. Depois de domingo vamos pensar só nas Olimpíadas", afirmou o experiente Gustavo. O meio-de-rede, aliás, se despedirá da seleção brasileira após os Jogos.
Embora tentem manter o foco na fase final, os jogadores não conseguem escapar das perguntas sobre as Olimpíadas e, muito menos, da cobrança dos torcedores pelo segundo ouro olímpico consecutivo.
"A gente aprendeu a conviver com a pressão. E com a seqüência de campeonatos importantes, sabemos dividir bem as coisas, os jogos. O importante é a gente se fechar, descansar na hora certa e na partida manter o foco", disse o capitão Giba.
Depois da Rússia, o próximo compromisso brasileiro na Liga Mundial é contra o Japão, na sexta-feira. Caso se classifique, a seleção entra na quadra do Maracanãzinho no sábado. Se avançar novamente, disputa a final às 12h30 do domingo.