Longe dos holofotes, a seleção norte-americana masculina de vôlei teve que apelar a Internet para tentar popularizar a modalidade no país. Cerca de oito meses antes de conquistar o inédito título da Liga Mundial, obtido no domingo com a vitória sobre a Sérvia, o time produziu um vídeo com cenas inusitadas que demonstram uma realidade completamente diferente dos astros do basquete, beisebol e futebol americano, líderes da audiência esportiva.
No vídeo de pouco mais de sete minutos, os jogadores aparecem pedindo dinheiro na rua e improvisando outras atividades, como malabarista, babá e personal trainer. "A idéia foi toda dos jogadores, em uma tentativa de tornar o esporte mais popular. O vôlei lá não tem este fanatismo que tem no Brasil", afirmou Jamie Morrison, manager da seleção norte-americana.
Colocado na Internet no dia 3 de dezembro do ano passado, o vídeo possui mais de 9.200 visitas. "Não é um número alto, mas muitas pessoas viram e passaram a conhecer a equipe e parte de seu trabalho", disse. Após a brincadeira inicial, imagens da campanha na Liga Mundial 2007 encerram a produção.
Na época, os Estados Unidos terminaram a competição anual na terceira colocação, atrás de Rússia e Brasil, que conquistara o quinto título consecutivo. Segundo o Morrison, o time norte-americano busca o reconhecimento similar ao vôlei brasileiro, que comprovou seu gosto pela modalidade nas finais no Rio de Janeiro.
"É demais jogar no Brasil mesmo com torcida contra. A energia do ginásio faz bem também para nós. Gostamos de ver um lugar cheio assim para assistir às partidas de vôlei", elogiou o levantador Lloy Ball, eleito o melhor no fundamento e o MVP (melhor da competição).
Embora mostre os jogadores atuando em outras profissões para arrecadar fundos, o vídeo não foi criado para buscar recursos financeiros, segundo o manager da equipe. "É mais uma brincadeira para dar reconhecimento e não fama". Com o inédito título da Liga Mundial, a seleção dos EUA leva, além do troféu, um milhão de dólares.