A temporada internacional de Márcio e Fábio Luiz está realmente complicada. Nesta quarta-feira, os atuais vice-campeões olímpicos foram eliminados logo na primeira rodada do qualificatório da etapa de Gstaad, na Suíça, e ficaram sem vaga na chave principal do primeiro Grand Slam do Circuito Mundial 2009.
Após passarem por um country-cota difícil na terça-feira diante dos compatriotas Billy e Bruno Schmidt, Márcio e Fábio entraram no quali como cabeças-de-chave número um e tiveram o beneficio de enfrentar os 32º favoritos. Mas a zebra apareceu. Em 48 minutos, os russos Arkaev e Likholetov fizeram 2 sets a 0, parciais de 21-19 e 21-17, e eliminaram os brasileiros. Na rodada seguinte, porém, a dupla russa perdeu para os ucranianos Babich e Mykhaylov e também deu adeus à competição.
Vale lembrar que a dupla russa jamais passou da primeira fase em qualquer etapa de Circuito Mundial e ocupa apenas a 56ª posição no ranking mundial. Márcio e Fábio, por sua vez, aparecem em quinto lugar na lista.
Apesar da derrota totalmente inesperada, o time brasileiro não vem fazendo boa temporada em competições internacionais. Após a medalha de bronze na etapa de Brasília, que abriu o Circuito Mundial 2009, a dupla não voltou a passar, nenhuma vez, das quartas-de-final. Em Roma, Márcio e Fábio sequer furaram o country-cota, quando caíram diante de Jan e Thiago. Já no último final de semana, no Campeonato Mundial de Stavanger, foram eliminados mais uma vez nas quartas.
No Circuito Nacional, porém, a situação é totalmente oposta. A dupla foi campeã de duas das quatro etapas que disputou e vice em outra, alcançando a liderança do ranking nacional.
Em entrevista por telefone ao
UOL Esporte há duas semanas, Márcio reconheceu a diferença de performance do time nos torneios dentro e fora do país.
"Acho que está faltando uma engrenada, uma concentração maior, mais foco. Talvez essa questão de sair do ranking, ter que disputar country-cota, qualificatório... você não espera esse tipo de coisa", explicou o cearense. "Mas tem que encarar a realidade, viver esse momento que a gente está passando. A gente vai tentar a voltar a ser regular como sempre foi. Isso faz com que a gente se motive ainda mais e faça disso um desafio, não uma ameaça".
Fora de Gstaad, a dupla tem mais três Grand Slams pela frente - Moscou (Rússia), Marselha (França) e Klagenfurt (Áustria) -, mas provavelmente terá de disputar fases qualificatórias em todos eles.
Enquanto isso, outras três duplas brasileiras estarão na chave principal na Suíça a partir desta quinta-feira: Ricardo/Emanuel, Alison/Harley e Pedro Solberg/Benjamin.
*Atualizada às 14h14