UOL Esporte Atletismo
 
20/01/2010 - 07h05

Após cirurgia, Jessé retoma treinos e volta às aulas de pilotagem de avião

Rafael Krieger
Em São Paulo
  • Jessé de Lima salta no Mundial; atleta fez cirurgia para tratar lesão que o atrapalhou no ano passado

    Jessé de Lima salta no Mundial; atleta fez cirurgia para tratar lesão que o atrapalhou no ano passado

O pernambucano Jessé Farias de lima, número 1 do ranking brasileiro do salto em altura, está a apenas um centímetro de bater o recorde sul-americano de 2,33 m que está intacto desde 1994. Mas ele já está acostumado distâncias bem mais altas. O atleta tem dez horas de voo no curso de piloto privado que faz desde o ano passado no Campo de Marte, em São Paulo.

“Eu tinha parado porque tive que fazer a cirurgia no pé, mas eu pretendo voltar no começo deste ano”, confirmou Jessé, que tratou uma tendinite que o atrapalhou na temporada passada e agora está retomando os treinos para tentar melhorar a sua marca de 2,32 m e bater o recorde continental.

E essa atividade fora das pistas não é apenas um hobby. Jessé tem planos sérios de seguir carreira nas cabines. Ele admite que a aviação é sim uma realização pessoal, mas também não deixa de lado o lado profissional, afinal, está investindo nesse primeiro curso e já pensa em fazer outro, de piloto comercial.

“Além do prazer, que eu gosto muito de voar, eu pretendo seguir carreira. Primeiro estou entrando na aviação, depois vou fazer o curso de piloto comercial, mas terei que fazer muitas horas de instrução de vôo. E aí, lá na frente, depois que eu parar com o atletismo, já tenho um caminho profissional para seguir”, revelou Jessé.

“Estou só no começo, só dez horas de vôo. Tem que acertar algumas manobras, a decolagem quase já faço sozinho, o pouso é que é mais complicado”, explicou Jessé, que vai precisar de 35 horas de voo para obter seu certificado de piloto executivo. Para ser um piloto comercial, ele terá que fazer outro curso de 150 horas.

Mas, antes de partir para essa nova profissão, o atleta de 28 anos acredita que pode disputar as próximas duas Olimpíadas. Em Pequim-2008, saltou 2,29 m e chegou à final, mas depois não passou dos 2,20 m e ficou na décima posição. No Mundial de Berlim no ano passado, chegou a 2,27 m, o que não foi suficiente para ser finalista.

“Em 2009, os objetivos não foram alcançados. Eu me preparei muito bem e tinha tudo para melhorar minha marca, mas uma tendinite me incomodou muito no começo de julho, passei um mês e meio treinando muito mal”, justificou o atleta, que passou por uma cirurgia logo após o Mundial e agora está “zerado” para tentar bater o recorde sul-americano que pertence ao colombiano Gilmar Mayo desde 1994.

Mas Jessé só voltará a competir em maio, nos GPs de atletismo que serão realizados no Brasil. Ele tem índice para o Mundial Indoor que será realizado em março no Qatar, mas não vai participar. “Se não fosse o processo cirúrgico, este seria o plano de treinamento, mas essa lesão incomodou bastante no ano passado. Eu tratava, mas não curava”. De volta aos treinos, o saltador tenta se recuperar a tempo de voltar a voar alto nas pistas e no ar.

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