UOL Esporte Atletismo
 
24/04/2010 - 09h00

Calor e caos aéreo prejudicam a Maratona de Londres

Rodolfo Lucena
Da Folhapress
Em São Paulo

A organização da Maratona de Londres continua esperançosa de que o recorde mundial da distância seja quebrado neste domingo, mas há dois entraves de peso para os corredores.

O apagão aéreo na Europa fez com que os atletas de elite encarassem série de viagens, em voos fretados pela organização, chegando a Londres mais tarde do que o previsto e perdendo tempo de descanso.

Para piorar, os termômetros podem bater em 21ºC em Londres, chegando perto do recorde já registrado no dia da prova, que foi de 21,7ºC em 2007. Temperaturas entre 12ºC e 16ºC são mais confortáveis para quem busca o recorde na maratona. O clima inesperado fez os organizadores prometerem reservas de água para os milhares de corredores - além das 750 mil garrafas já previstas.

O esquadrão do Quênia, porém, parece alheio aos problemas. Além do campeão olímpico, Sammy Wanjiru, recordista em Londres (2h05min10s em 2009), o país ostenta o campeão mundial, Abel Kirui, e o segundo maratonista mais rápido da história, Duncan Kibet (2h04min27s). "Vamos correr juntos até o km 35", disse Kibet. "Depois, cada um poderá seguir por si, mas queremos festejar a vitória queniana." Se ocorrer, será a sétima seguida.

Mas eles terão rivais de peso. Um deles é o tetracampeão mundial da meia-maratona Zersenay Tadese, da Eritréia, que, no mês passado, em Lisboa, quebrou o recorde mundial da distância, que era de Wanjiru, cravando 58min23s.

Já o brasileiro Marílson Gomes do Santos, 32, que está entre os mais rápidos na prova britânica, irá manter distância dos quenianos. "Correr com esse pelotão é suicídio. Eles vão para o recorde mundial, e eu quero melhorar a minha marca", disse ele, que em 2007, em Londres, marcou 2h08min37.

NA TV - Maratona de Londres
Sportv, ao vivo, às 5h (de Brasília) de domingo
 

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