UOL Esporte Atletismo
 
08/08/2010 - 10h12

Adultos brasileiros são inferiores em comparação com a elite juvenil

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Se pudessem competir no Mundial juvenil de atletismo, encerrado no último dia 25 de julho, em Moncton, no Canadá, os competidores brasileiros da categoria adulto teriam problemas para obter medalhas em disputa com os novatos.

BRASIL PERDE PARA ELITE DOS JUVENIS

Prova
Ouro juvenil
Melhor brasileiro
100 m Masculino
Dexter Lee (JAM)
19 anos
10s21
Nilson de Oliveira
26 anos
10s21
200 m Feminino
Stormy Kendrick (EUA)
19 anos
22s99
Ana Claudia Silva
21 anos
23s21
400 m Feminino
Shaunae Miller (ROM)
16 anos
52s52
Jailma Sales de Lima
23 anos
52s70
800 m Feminino
Elena Lavric (ROM)
18 anos
2min01s85
Christiane Santos
33 anos
2min03s84
Salto em distância masculino
Luvo Manyonga (AFS)
19 anos
7,99 m
Rubens dos Santos
26 anos
8,01 m
Salto em altura masculino
Mutaz Barshim (QAT)
19 anos
2,30 m
Guilherme Cobbo
22 anos
2,20 m
Salto triplo feminino
Dailenys Alcántara (CUB)
18 anos
14,09 m
Gisele Lima
30 anos
13,83 m
1.500 m Masculino
Caleb Ndiku (QUE)
18 anos
3min37s30
Leandro Oliveira
28 anos
3min41s84
3.000 m c/ obstáculos masculino
Jonathan Nduku (QUE)
18 anos
8min23s48
Hunson de Souza
33 anos
8min45s81
5.000 m Masculino
David Bett (QUE)
17 anos
13min23s76
Marilson Gomes
33 anos
13min34s92
10.000 m Masculino
Dennis Masai (QUE)
19 anos
27min53s88
David Macedo
26 anos
28min58s

De acordo com a Folha de S. Paulo, uma avaliação dos índices de 22 provas apontam que o desempenho dos adultos brasileiros é inferior ao dos juvenis que foram campeões no Mundial do Canadá.

A avaliação foi feita pelo professor Fernando Franco, do Centro de Estudos de Atletismo, sediado em Brasília mostra uma diferença alarmante nas provas femininas e nas competições de fundo.

“Com exceção das provas de salto em distância e salto com vara, os recordes femininos do adulto no Brasil são piores que os recordes mundiais juvenis”, afirma Fernando Franco.

Enquanto a etíope Genzebe Dibaba, vencedora dos 5.000 m, obteve a marca de 15min08s06, com a medalhista de bronze queniana obtendo 15min17s39, a melhor marca brasileira, de Simone Alves da Silva é de 15min49s79.

Nos 100 m masculino, a melhor marca brasileira neste ano é de Nilson de Oliveira André, com 10s21, tempo idêntico ao do campeão mundial juvenil jamaicano Dexter Lee, cinco anos mais novo. O único brasileiro vencida pelo jamaicano foi Caio Cezar dos Santos, que fez a semifinal em 10s62, mas foi eliminado ao queimar a largada. Nesta prova, o recorde brasileiro ainda é de Robson Caetano em marca obtida em 1988 com 10s.

A delegação brasileira teve no Canadá 20 atletas e terminou como a 20ª colocada no ranking geral da competição com uma medalha de ouro, a única desde 1994 na faixa etária. A vitória foi no arremesso de peso, com Geisa Arcanjo, em prova na qual a comparação é imprecisa com a categoria adulto devido à diferença de tamanho e peso para os arremessos.

Apesar do desempenho modesto na competição, o superindentende técnico da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Martinho Nobre, ressalta que o resultado já era esperado.

“Participamos de quatro finais, e os atletas vão se ambientando com o clima de competição internacional. Nosso nível técnico é mais baixo mesmo, e a nossa briga é para aumentar a quantidade de gente treinando para obter mais qualidade”, afirma Martinho Nobre.

O treinador de Marílson Gomes dos Santos, Adauto Domingues, levanta suspeitas sobre a idade dos atletas nascidos no continente africano.

"Muitos meninos africanos não têm a idade de juvenil porque demoram para ser batizados, que é uma coisa cultural nas tribos da África, e acabam competindo com os mais novos", diz o técnico.

Leia a reportagem na íntegra na Folha de S. Paulo
 

Placar UOL no iPhone

Hospedagem: UOL Host