UOL Esporte Atletismo
 
09/09/2010 - 07h00

Promessa do salto faz comparação com X-Games e fala em superar Bubka

Rafael Krieger
Em São Paulo
  • Thiago Braz, de 16 anos, mostra a prata obtida em Cingapura e o prêmio oferecido pelo clube

    Thiago Braz, de 16 anos, mostra a prata obtida em Cingapura e o prêmio oferecido pelo clube

Depois da medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos da Juventude em Cingapura, Thiago Braz foi recebido no Brasil com um prêmio de R$ 20 mil de seu clube, que segundo ele foi a maior quantia que já ganhou. Aos 16 anos, o paulista se mostrou tímido durante a entrega do bônus na última quarta-feira. Mas se soltou na hora de revelar a sua motivação para continuar treinando o salto com vara.

“Imagino ser melhor que o Bubka, claro, porque quero bater recordes”, declarou Thiago durante a homenagem organizada pela BM&F, sob os olhares de Fabiana Murer e seu treinador, Élson Miranda, também responsável pelos treinamentos do garoto.

Thiago se referiu ao ucraniano Sergey Bubka, que saltou 6,14 m em 1994, uma marca considerada inalcançável até os dias atuais. O jovem brasileiro saltou apenas 5,05 m para assegurar a sua prata em Cingapura, o que foi suficiente para entrar na lista das promessas para os Jogos de 2016 no Rio de Janeiro.

Antes de elogiar o feito de seu pupilo, o técnico Elson Miranda elogiou a iniciativa do Comitê Olímpico Internacional em dar a oportunidade para jovens como Thiago aparecerem na mídia. E aproveitou para fazer uma comparação inusitada.

“O atletismo vinha perdendo espaço entre os jovens para coisas como os X-Games. Mas o salto com vara é muito mais extremo do que isso. Na verdade, nem o próprio atletismo entende o salto com vara”, revelou Miranda.

Thiago Braz, por sua vez, não contrariou o seu técnico, e até admitiu sentir frio na barriga a cinco metros de altura. “Acredito que é mais radical porque é bem mais difícil, mais técnico, as alturas são mais empolgantes”, confirmou o saltador.

“No começo tinha um pouco de medo sim, porque você não sabe onde vai cair, para qual direção você vai, mas depois vai acostumando e vai coordenando bem”, continuou o paulista, que explicou como descobriu o esporte “radical”: “Foi incentivo de um amigo meu de Marília, que me chamou para praticar, aí ele me chamou para treinar, e estou aí até hoje”.

Com 1,84 m de altura e 87 kg, o adolescente treina com a mesma equipe de Fabiana Murer há um ano. Ele começou a saltar no Clube dos Bancários de Marília e treinou sete meses em Bragança Paulista antes de se juntar a Elson Miranda no clube sediado em São Caetano.

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