Turismo, noites longas e varas no armário. A nova rotina de Fabiana Murer

Fábio Aleixo

DO UOL, em São Paulo

  • Reprdoução/Facebook

    Fabiana Murer durante visita a cratera vulcânica na Islândia

    Fabiana Murer durante visita a cratera vulcânica na Islândia

Fabiana Murer rodou o mundo competindo e brilhando nas pistas de atletismo. Mas a exigência dos torneios e os longos períodos de treinamento não davam à brasileira a possibilidade de curtir e conhecer aquelas cidades em que esteve e que fazem parte dos planos de quase todos os viajantes: Paris, Londres, Nova York, e por aí vai. 

E desbravar o planeta, agora como uma turista, é uma nova realidade para a ex-saltadora de 35 anos. Aposentada após o término dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Fabiana já marcou em seu mapa um novo destino, a Islândia. Desta vez sem se preocupar em carregar varas ou chegar a tempo para uma entrevista ou evento com patrocinador. 

"Foi a primeira vez que viajei para fora do Brasil sem ser para competir. Passei nove dias lá. Fiz mergulho onde tem o encontro das placas tectônicas da Eurásia com a América, vi a aurora boreal. Era um lugar que queria muito conhecer, um país diferente onde nunca estive", contou Fabiana ao UOL Esporte.

No fim do ano, já tem nova viagem marcada. Irá com uma amiga explorar o Pará. "Vamos passar o Ano Novo lá. Conhecer Belém, Salinas e outros lugares. Desde 2005 não conseguia viajar no fim do ano", disse.

Mas não é só de viagens que é feita a rotina de Fabiana após deixar as pista. Ela está trabalhando como manager institucional do Clube de Atletismo BM&FBovespa, agremiação que defendeu durante quase toda a sua carreira. Sua função é ajudar no contato entre atletas e dirigentes, falar com os agentes internacionais e elaborar novos projetos. Até por ter pouca experiência ainda na área, a campeã mundial do salto com vara está fazendo um curso de fundamentos da administração esportiva.

Reprodução/Facebook
Fabiana Murer trocou a roupa esportiva pela social em seu novo emprego

"Ainda estou conhecendo internamente a estrutura, a questão de logística e os problemas que podem surgir. Uma vez por semana eu vou à sede da Bolsa no Centro de São Paulo para reuniões da parte institucional e umas duas vezes vou ao clube em São Caetano para estar com os atletas", explicou Fabiana.

Os horários, porém, não são tão rígidos como antes. A ex-atleta pode se dar ao luxo de aproveitar mais a noite, algo que não conseguia fazer antes, quando desde as primeiras horas da manhã já estava treinando, fosse na academia ou na pista.

"Uma das coisas que não tenho mais preocupação é dormir cedo porque tem treino ou preparação para competição. Posso dormir mais tarde. Claro que antes tinha uma parte social, mas agora já não tenho mais que controlar a hora", disse a ex-saltadora.

Do tempo da vida de atleta, o que ainda segue é a alimentação regrada. Só passou a comer menos pois o gasto calórico já não é tão alto como antigamente.

"Eu não conseguia mudar muito do que comia porque estou tão acostumada a comer direitinho que faz parte da minha vida. Não consigo nem comer muita porcaria. Mas agora nem penso tanto nos pequenos detalhes", explicou.

Fabiana não deixou as atividades físicas de lado. Sempre que tem tempo faz academia, caminha ou corre: "Não parei de fazer esporte, mas agora eu escolho meu treino. Quero me manter saudável".

Rafael Von Zuben/BM&F Bovespa

A única coisa que Fabiana não fez desde que encerrou a sua participação na Olimpíada do Rio, em 16 de agosto, foi pegar em uma vara para realizar um salto. Os objetos estão bem guardados e ela garante não sentir falta nenhuma.

"Não dei mais nenhum salto com a vara não. E ainda tenho um certo receio por causa da hérnia. Por enquanto não tem de operar, ela não é tão grande. Mas ainda doi, por isso o receio", explicou. A hérnia foi a responsável por fazer com que competisse sem estar 100% fisicamente na Olimpíada e fosse eliminada ainda na qualificação.

Fabiana voltou a afirmar que tem o desejo de ser mãe. Mas não faz planos para que isso ocorra tão brevemente.

"Tenho esta vontade, mas quero me estabilizar nesta nova carreira (de manager institucional). Ter este outro trabalho, vai mudar completamente a minha vida. Com um filho, seriam duas coisas muito novas. Quero me estabelecer como dirigente e depois pensar", afirmou. 



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