Thiago Braz inicia ano sem clube e com duelo na França sem temer vaias

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

  • Alexandre Cassiano/Nopp

Campeão e recordista olímpico em agosto do ano passado no Rio de Janeiro, Thiago Braz - que estreia neste sábado na temporada em duelo com o rival Renaud Lavillenie em meeting na cidade francesa de Rouen -  iniciou 2017 sem vínculo com nenhum clube.

Seu contrato com a Orcampi, de Campinas, acabou em 31 de dezembro e não foi renovado. Ele defendia o clube desde 2015. Com isso deixou de receber salário e dependerá de convites da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para participar de competições no país, como o Troféu Brasil, por exemplo.

Vivendo na Itália, onde treina em Formia com Vitaky Petrov, Braz conta agora apenas com bolsas do Governo e dinheiro de patrocinadores - entre eles a Nike - para se manter.

"O contrato ia mesmo até 31 de dezembro. Nosso clube recebe verba através de projetos incentivados e ainda estamos acertando esta questão para este ano. Então o vínculo não foi renovado e neste momento não tem como dar nenhuma certeza", afirmou ao UOL Esporte Evandro Lazari, presidente da Orcampi.

A reportagem apurou que a BM&F Bovespa, antiga equipe de Braz, já tentou uma aproximação para contratá-lo de volta, mas as primeiras negociações não deram resultado. Outro interessado é o Pinheiros.

Braz foi atleta da BM&F até 2014,sob o comando de Elson Miranda, técnico e marido de Fabiana Murer. Entretanto, a ida para a Itália causou um mal-estar entre ambos e a relação hoje é nula.

"A Fabiana me ajudou e o Elson apoiou, mas eu tive de decidir. Não teve mais [contato] depois que separei. Agradeci o que fizeram por mim. A gente não se conversa, mas não tenho rancor. Se vier conversar, eu converso. Se tiverem que vir conversar, que venham também, mas não tem contato direto", disse ao UOL Esporte no ano passado.

Sem medo de ser vaiado na casa de rival

O duelo com Lavillenie não será o primeiro desde a Olimpíada, quando o francês foi muito vaiado pelo público no Engenhão. Os dois já se encontraram na etapa de Zurique da Liga de Diamante no fim do ano passado. Braz desistiu após alguns saltos viu o rival dividir o primeiro lugar com o americano Sam Kendricks.

Agora, porém, o encontro será na França com toda a torcida contra. Mas Braz não se preocupa com isso na largada do novo ciclo olímpico.

"Começo de temporada é sempre especial. Estou treinando bem e espero conseguir um bom desempenho. As pessoas têm me perguntado se tenho medo de ser vaiado e digo que não. Não temos nada um contra o outro", afirmou, em referência a Renaud Lavillenie. "Tenho grande respeito por Renaud. Eu sempre quis ser tão forte como ele", disse ao site da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).



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