Esporte

Maratonista brasileiro se veste de palhaço e protesta por perder Mundial

Guilherme Costa

Do UOL, em São Paulo

27/07/2017 19h58

O estilo verborrágico sempre foi uma marca do brasileiro Paulo Roberto de Paula, 38, 15º colocado da maratona nos Jogos Olímpicos Rio-2016. Nesta quinta-feira (27), essa faceta apareceu em um protesto direcionado à CBAT (Confederação Brasileira de Atletismo) e publicado em redes sociais. Preterido do Mundial que será realizado em agosto, em Londres (Inglaterra), o fundista se vestiu de palhaço, questionou a decisão e cobrou mudanças na cúpula da entidade.

“Ó para vocês aqui, CBAT. É isso que vocês merecem. Palhaçada”, disse Paulo Roberto, vestido de palhaço, enquanto rebolava e mostrava nádegas de espuma para a câmera. Além do vídeo e de fotos, o maratonista postou na rede social Facebook um texto de protesto: “Socorro! Mudança urgente na Confederação Brasileira de Atletismo – CBAT”.

A reação foi a mais enfática entre os atletas que obtiveram índice de participação e acabaram alijados do Mundial, mas Paulo Roberto está longe de ser o único insatisfeito. Existe entre os preteridos uma movimentação para dar sequência aos protestos, e o tom das reclamações deve subir nos próximos dias. Até a última quarta-feira (26), esse grupo ainda conversava com a cúpula da CBAT e cogitava uma mudança de posição.

A polêmica foi deflagrada na noite de terça-feira (25), quando a CBAT anunciou os atletas convocados para o Mundial. A lista não continha nomes que haviam registrado índice mínimo de participação, como Paulo Roberto, mas incluiu o revezamento 4x400m, Allan Wolski (lançamento de martelo) e Eliane Martins (salto em distância), que não cumpriam requisitos mínimos estabelecidos pela própria entidade.

A Iaaf (sigla que designa a associação internacional de atletismo) impõe limite de três atletas de cada país em provas do Mundial, desde que eles tenham índice mínimo de participação. No caso do evento de 2017, a entidade aferiu resultados registrados até 23 de julho na maioria das provas – as exceções foram a maratona e a marcha atlética de 50km.

No Brasil, a CBAT criou critérios complementares. Decidiu usar como base o ranking brasileiro, resultante de provas disputadas entre 1º de janeiro e 23 de julho. Além disso, assegurou vaga para campeões sul-americanos que estivessem entre os 40 primeiros do ranking olímpico e condicionou a formação de revezamentos à existência de pelo menos dois atletas com índice individual nas provas.

Alguns dos brasileiros que fizeram índice viajaram para a Europa em junho e iniciaram treinos voltados ao Mundial antes mesmo de a convocação ter sido anunciada. A maioria tem passagem de volta agendada apenas para 14 de agosto, um dia depois do término do evento, e a entidade já começou uma corrida para remarcar esses retornos.

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