Bolt ajuda na venda de ingressos do Mundial mesmo sem entrar na pista

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Londres (ING)

  • Patrick Smith/Getty Images

Com direito a ingressos que homenageiam grandes lendas do atletismo, o Mundial disputado em Londres não precisou dos astros Usain Bolt ou Mo Farah para receber o maior público da competição até aqui. Na quinta-feira, 56,290 pagaram ingressos, na sexta sessão em que o Estádio Olímpico recebeu mais de 50 mil pessoas na competição, que começou na última sexta-feira e vai até o domingo.

Mesmo não estando na pista, Bolt cooperou indiretamente com as vendas: afinal, seu recorde mundial dos 100m rasos, de 9s58, foi usado como valor para os ingressos infantis. Assim, as crianças pagaram pouco menos de 40 reais pela entrada.

Seguindo a linha de homenagens, os ingressos adultos, dependendo da área do estádio, também tiveram seus valores relacionados a marcas importantes do atletismo. 

O mais barato deles foi inspirado por Colin Jackson, britânico duas vezes campeão mundial e medalhista olímpico dos 110m com barreiras nos anos 1980 e que manteve o recorde de 12s91 por mais de dez anos. O valor é equivalente a cerca de 50 reais.

O ingresso de 18,29 libras (cerca de 76 reais) vem de um recorde não ratificado do também britânico Jonathan Edwards, do salto triplo, que conquistou a marca em 1995, mas nunca se tornou o recordista de fato devido ao vento a favor excessivo.

E a entrada mais cara, mais próxima à pista, de 218 reais, foi inspirada na marca de 52s74 da britânica Sally Gunnell nos 400m com barreiras. Até hoje, ela é única mulher a ter vencido ouros na Olimpíada, campeonato mundial, europeu e nos jogos da comunidade britânica.

A expectativa é de que o recorde de público seja superado neste sábado, quando serão disputadas as finais de 5.000m, última prova de Mo Farah, e o revezamento 4x100m, em que Bolt faz parte do time jamaicano.



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