UOL Esporte Atletismo
 
17/05/2009 - 11h36

Irregular, Maurren vence no GP Rio, dá volta olímpica, e Brasil só ganha três

Fernando Narazaki
No Rio de Janeiro
Se Fabiana Murer fracassou no salto com vara e Jadel Gregório nem veio para o Rio de Janeiro, Maurren Higa Maggi confirmou a expectativa e venceu a prova do salto em distância no GP Rio, neste domingo, no Engenhão.

A campeã olímpica saltou 6,85 m, cinco centímetros a menos do que havia alcançado em Doha, no Qatar, na semana passada. E ainda abriu mão do último salto. "Achei que tinha que poupar. Já estava com a vitória garantida. O importante é que estou invicta aqui. O Engenhão é a minha casa", disse Maurren.

Essa foi a primeira competição de Maurren no país desde o ouro em Pequim. No evento, ela enfrentou bastante badalação, sua prova era a mais aguardada pelo público e ela fez questão de dar uma volta olímpica no Engenhão. "Se pudesse, dava um abraço em cada um que veio hoje (domingo) me prestigiar", comentou.

Apesar do triunfo, a brasileira teve uma performance abaixo de Doha, quando fez uma prova mais consistente e obteve três dos quatro saltos acima de 6,80 m. No Rio, ela só superou a marca no salto vencedor, a terceira tentativa, após ter queimado a segunda e feito 6,50 m na primeira.

"Como resultado não foi tão bom assim, mas também não esperava um grande salto. O bom é que as marcas boas vêm sempre quando eu preciso, isso que me dá confiança e acredito que o trabalho está sendo bem feito", explicou Maurren, referindo-se à boa performance nas grandes competições de 2008, quando foi ouro em Pequim e prata no Mundial Indoor.

Na prova, Maurren ainda pôde repetir o pódio dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, último evento de atletismo realizado no Engenhão, com a companhia de Keila Costa na segunda posição, com 6,78 m.

Com o resultado, Keila obteve o índice para o Mundial de Berlim, que será realizado entre 15 e 23 de agosto. "Queria fazer 6,72 m, e fiquei muito satisfeita. Estou feliz pelo índice. Isso me dá um alívio para as próximas competições", revelou a pernambucana, que foi 11ª colocada nas Olimpíadas de Pequim.

ÉVORA É TERCEIRO NO RIO
O português Nelson Évora chegou ao Rio de Janeiro como um dos grandes nomes do GP Rio de Atletismo, mostrou muita simpatia, mas deixou a pista insatisfeito. O motivo foi o terceiro lugar na prova do salto triplo, com 17,11 m, sendo superado pelos cubanos Arnie David Girat, ouro com 17,39 m, e Yoandris Betanzos, prata com 17,19 m.
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ENGENHÃO: PÚBLICO PEQUENO
Para obter o segundo lugar, Keila teve de superar três rivais que ficaram na sua frente em Pequim: as norte-americanas Britney Reese (terceira no Rio, com 6,70 m) e Grace Upshaw (nona, com 6,30 m) e a canadense Tabia Charles (12ª, com 6,08 m). "É uma ótima referência e sei que posso competir com as melhores", comentou.

Além de Maurren, apenas outros dois brasileiros subiram no lugar mais alto do pódio no Rio de Janeiro. Kléberson Davide triunfou nos 800 m, com 1min44s97, fazendo a dobradinha com Fabiano Peçanha, segundo lugar, com 1min45s08. "Estou muito feliz, pude impor um bom ritmo e vencer", avaliou. Com a prata no GP, Peçanha obteve também o índice para o Mundial

O outro vencedor nacional foi Mahau Suguimati, que levou os 400 m com barreiras, com 49s42, marca que garantiu sua ida para o Mundial de Berlim. Fora os dois medalhistas de prata e Mahau, apenas mais um brasileiro obteve índice para o Mundial. Foi o velocista Bruno Tenório de Barros nos 200 m rasos, com 20s61, superando assim o índice exigido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que é de 20s67.

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