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Na NBA, Trump é chamado de "palhaço" e motivo de vergonha para os EUA

Scott Olson/Getty Images/AFP
Imagem: Scott Olson/Getty Images/AFP

Do UOL, em São Paulo

25/09/2017 17h00

As críticas a Donald Trump continuam aumentando entre os atletas norte-americanos, pois a NBA realizou nesta segunda-feira (25) o primeiro "dia de imprensa" da temporada. O ala-armador Bradley Beal, do Washington Wizards, foi um dos jogadores que se manifestou, chamando o atual presidente dos Estados Unidos de “palhaço”. 

“Para mim, você é um palhaço. O tuíte para (Stephen) Curry foi inaceitável. Não é o que um líder faz. Seu trabalho é supostamente unir a todos. E todas as pessoas no mundo sentem que, desde que você assumiu o cargo, não tem sido esse o caso”, afirmou Beal, em entrevista coletiva.

“Há diversos problemas ao redor do mundo, como Porto Rico, que não tem água e eletricidade. Eles ainda fazem parte dos Estados Unidos, mas você está preocupado com pessoas que se ajoelham durante o hino nacional. Se você realmente olhasse as razões de eles se ajoelharem ao invés de seus gostos pessoais, então entenderia completamente. Discordo das coisas que ele (Trump) faz. Descordo de seus pensamentos. Espero que como nação, podemos nos unir e entender os desastres que estão acontecendo cotidianamente e enxergar pela perspectiva de quem realmente sofre com isso”, completou.

Em San Antonio, o técnico do Spurs foi quem reservou palavras fortes ao político republicano. Gregg Popovich, pentacampeão da NBA, comentou os acontecimentos dos últimos dias e criticou não só as declarações recentes de Trump, mas toda sua administração.

"Nosso país é uma vergonha para o mundo", declarou Trump, segundo o jornal "San Antonio Express-News". Popovich também tirou sarro do convite de visita à Casa Branca retirado ao Golden State Warriors.

"Eu achei cômico que ele (Trump) retirou o convite, porque eles não iam de qualquer forma. É como uma criança de seis anos que faria uma festa no quintal e descobre que alguém pode não vir, então ele desconvida essa pessoa. O comportamento, além de nojento, é cômico", comentou.

O treinador do San Antonio Spurs também tocou na questão que originou essa série de protestos de atletas - racismo e opressão à população negra nos Estados Unidos. Branco, Popovich disse que o assunto não é confortável, mas que “é necessário haver um elemento desconfortável no discurso para algo mudar”. 

Atual MVP da NBA, o armador Russell Westbrook expressou sua visão sobre a situação. "As coisas que ele disse foram absurdas e, especialmente, sem necessidade, em especial pelas coisas que têm acontecido no mundo, as famílias que precisam de ajuda, orientação de nossa casa", analisou o atleta do Oklahoma City Thunder, que disse discordar do que foi dito por Trump.

Outro a falar sobre o caso foi o pivô DeMarcus Cousins, do New Orleans Pelicans. O jogador, medalhista de ouro na Olimpíada de 2016, lamentou que o presidente dos Estados Unidos gaste tempo criticando protestos de atletas profissionais, enquanto seu país lida com catástrofes naturais.

"Com tudo que aconteceu, é triste. É meio besta se pensar, o líder da nossa nação gasta mais tempo no Twitter do que cuidando das situações que ocorrem diariamente. Eu poderia continuar, não quero envolver meus sentimentos pessoais, mas está chegando a um ponto que é apenas bobo", declarou o pivô, que mandou o político "tomar um rumo" (em uma expressão em inglês com um palavrão).

Inicialmente, o ato de se ajoelhar durante o hino nacional em nada tinha a ver com o presidente da República. O primeiro a fazer o gesto foi Colin Kaepernick, em protesto à opressão vivida pelos negros nos Estados Unidos, ainda na gestão Barack Obama.

Nas últimas semanas, porém, o protesto passou a ganhar também a conotação de “anti-Trump”, devido aos comentários feitos pelo presidente do Estados Unidos nos últimos dias.

No último domingo (24), Brady cruzou braços com o wide receiver Phillip Dorsett durante a execução do hino americano antes do jogo com o Houston Texans – sinal de união dos atletas, repetidos em diversas partidas da última rodada da NFL.

O fim de semana também marcou o avanço da oposição a Trump em outros esportes. A MLB, maior liga de beisebol do país, registrou seu primeiro manifestante durante o hino nacional: Bruce Maxwell, jogador do Oakland A’s vindo de uma família de militares, se ajoelhou antes da partida em casa contra o Texas Rangers.

Até na NASCAR Trump recebeu a resistência de atletas. Após alguns donos de equipes apoiarem o presidente americano, o piloto Dale Earnhardt Jr., maior estrela da competição automobilística, publicou nesta segunda-feira, no Twitter, um discurso do ex-presidente John F. Kennedy. “Todos os americanos têm o direito de protestos pacíficos. Aqueles que tornarem a revolução pacífica impossível tornarão uma revolução violenta inevitável”, citou.

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