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01/09/2010 - 19h42

Derrota abate Brasil e põe Sérvia ou Argentina no caminho

Murilo Garavello
Em Istambul (Turquia)

A decepção causada por mais uma derrota em jogo apertado estava estampada no semblante do técnico Rubén Magnano e de alguns jogadores importantes da seleção. Para além do impacto psicológico, entretanto, a vitória da Eslovênia por 80 a 77 teve uma consequência prática importante: a trajetória do Brasil no campeonato ficou mais difícil.

AS PEDREIRAS NO CAMINHO DO BRASIL

  • REUTERS/Ivan Milutinovic

    O Brasil vem encontrando sérias dificuldades contra a Argentina em competições recentes em que as equipes principais medem forças. Venceu os rivais na Copa América do ano passado, mas os argentinos sofriam com vários desfalques. Nos últimos dois Pré-Olímpicos, o Brasil foi derrotado. No Mundial de 2002, também.

  • AFP

    Com a Sérvia, não há histórico de confrontos, mas os brasileiros somam nove derrotas consecutivas para equipes europeias em competições da Fiba. E a ex-república iugoslava é a atual vice-campeã continental –em 2009, só foi superada pela Espanha.

O vencedor do duelo entre Croácia e Brasil, às 15h30, ficará na terceira colocação do Grupo B e enfrentará o perdedor do jogo entre Argentina e Sérvia, que jogam às 13h pelo primeiro lugar do Grupo A. Já a Eslovênia, segunda colocada do grupo, pegará o vencedor do duelo entre Austrália e Angola.

Mais do que a apreensão por ver seu caminho dificultado, machucou os brasileiros perder mais uma partida disputada. “A gente sempre faz jogos duros, recupera uma vantagem ou desperdiça uma vantagem e, no final, é sempre igual: a gente acaba perdendo. Falamos isso no vestiário. Temos que ganhar, chegou a hora. Não adianta mais jogar de igual para igual e perder”, disse Marcelinho, que fez 17 pontos e roubou três bolas no último quarto e foi o que demonstrou menor abatimento pelo resultado.

Anderson Varejão era o mais abatido entre os que apareceram para entrevistas. O pivô buscava explicações para a derrota. “A gente sabe que é importante ganhar jogos como este. Tentamos trabalhar a bola, mas não deu certo. Está faltando alguma coisa, talvez sorte”.

“Faltou sangue frio”, definiu Guilherme, 30, outro dos mais experientes que mostrava abatimento. Para o ala, faltou também organização ao ataque após a reação que deixou o time a dois pontos da Eslovênia. “A gente precisa de um pouco mais de calma, sem cometer alguns erros que a gente cometeu. Temos de ganhar da Croácia de qualquer jeito para ficar em terceiro”.

Já Magnano, contrariado com a derrota, desta vez deixou a sala em que foi feita a entrevista coletiva para a imprensa internacional rapidamente, recusando-se, como em outros dias, as perguntas dos repórteres brasileiros. A chateação era visível. “Não tivemos paciência para vencer nos minutos finais”, limitou-se a dizer.

Para Marcelinho Huertas, que hoje obteve oito pontos e dez assistências, o problema pode ter sido o mau segundo quarto feito pelo time. “Quando a gente começa atrás, tem um desgaste físico para voltar ao jogo. Pode ser um fator a nos atrapalhar”, refletia. “Precisamos evitar esses desequilíbrios”.

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