UOL Esporte Basquete
 
02/09/2010 - 08h07

Brasil e Croácia tentam evitar "apagões" em duelo pelo terceiro lugar

Murilo Garavello
Em Istambul (Turquia)
  • Brasil e Croácia se enfrentam pela última rodada da primeira fase Mundial de basquete na Turquia

    Brasil e Croácia se enfrentam pela última rodada da primeira fase Mundial de basquete na Turquia

É muito semelhante o discurso dos jogadores de Brasil e Croácia, seleções que duelam às 15h30 desta quinta-feira pelo terceiro lugar do Grupo B: ambos querem evitar “apagões” exibidos, curiosamente, contra a Eslovênia, que venceu os dois jogos e terminará na segunda posição da chave.

A Croácia começou o jogo contra os eslovenos com muita consistência e controlou o placar durante todo o primeiro tempo. Perdeu o terceiro quarto por 11 pontos e viu a Eslovênia administrar sua vantagem.

O “apagão” brasileiro aconteceu no segundo quarto, quando os eslovenos emplacaram uma sequência de 14 a 0. Dominaram o jogo até o fim, não deixando mais o Brasil passar à frente no placar.

“Num Mundial não pode existir a possibilidade de um time fazer 14 a 0. Depois fica muito difícil voltar, o outro time pega moral e é difícil tirá-lo da zona de conforto”, diz Leandrinho. “Quando se começa atrás, o desgaste físico para você voltar à partida é muito grande”, diz Marcelinho Huertas.

O armador croata Marko Popovic, exímio chutador de três pontos que começa na reserva e assume o controle do jogo quando entra na partida, concorda com os brasileiros. “Não podemos repetir o erro que cometemos contra a Eslovênia, quando jogamos só durante um período do jogo. Precisamos atuar os 40 minutos com o mesmo nível de energia”.

Elogios ao Brasil e aposta em jogador 'baleado'

Popovic e o técnico Josip Vrankovic acreditam que o time do Brasil é melhor do que o croata. “É a primeira vez que eles têm um time tão forte”, disse Vrankovic à imprensa croata. Para os brasileiros, ele declarou que o Brasil é muito forte individualmente e também coletivamente. “Nenhum time consegue o que eles conseguiram contra os EUA sem um jogo coletivo forte”.

Vrankovic mostrou conhecer o Brasil. “É difícil achar soluções contra um time tão bom. O jogo é baseado no pick and roll e no entrosamento de Marcelinho Huertas e Tiago Splitter. Eles têm muita química. (Leandrinho) Barbosa dá uma dimensão diferente ao ataque, é um belo arremessador. Guilherme e Marquinhos vêm do basquete italiano e também chutam muito bem”, resumiu, em conversa com jornalistas brasileiros.

Do lado croata, Vrankovic ainda não sabe se poderá contar com o pivô Zoric, que machucou-se no duelo contra a Eslovênia. Já o armador Roko Ukic, que só jogou quatro minutos contra a Tunísia, ontem, vai para o jogo. “Conheço-o há muitos anos. Ele se poupou ontem e não ficará de fora hoje por nada”, disse Popovic.

De acordo com a imprensa croata, Vrankovic disse que Zoran Planinic, 27, do CSKA e ex-jogador da NBA, terá um papel maior nesta quinta-feira. Um dos mais prestigiados armadores do basquete europeu, Planinic chegou ao Mundial longe das melhores condições físicas, em recuperação de uma cirurgia. Ele é uma das apostas do técnico para o duelo contra o Brasil, principalmente para os momentos decisivos do jogo.

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