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REUTERS/Jeff Haynes

Vorontsevich dominou o garrafão e foi o destaque do jogo com 18 pontos e 11 rebotes

06/09/2010 - 17h01

Rússia supera Nova Zelândia no garrafão e será rival dos EUA

Murilo Garavello
Em Istambul (Turquia)

No início da preparação dos EUA para o Mundial, o técnico Mike Krzyzewski admitiu que o ponto fraco do time é o número reduzido de homens altos e a vulnerabilidade do garrafão. Ao vencer a Nova Zelândia por 78 a 56 e marcar um encontro com os EUA nas quartas de final, a Rússia exibiu exatamente esta virtude: força no garrafão.

"BARRIGUDO", CAMERON AJUDOU POUCO

  • EFE/Luis Tejido

    Com seu físico arredondado, Pero Cameron atuou por 21 minutos e anotou apenas quatro pontos na derrota da Nova Zelândia para a seleção russa. O veterano de 36 anos, 1,98m e 130 quilos integra a lista de "barrigudos" no Mundial de basquete da Turquia.
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Os russos venceram a batalha pelos rebotes por 41 a 25. E permitiram apenas 18 pontos dentro de seu garrafão ao rival. Um dos destaques da vitória russa foi justamente o pivô Timofey Mosgov, de 2,15 m, com 16 pontos e 7 rebotes.

Apesar da desvantagem debaixo da tabela, a Nova Zelândia endureceu o jogo nos primeiros dois quartos e foi para o intervalo com uma desvantagem de quatro pontos. A vitória russa se construiu a partir de uma sequência impressionante na segunda metade do terceiro quarto: a equipe lacrou sua defesa e manteve a Nova Zelândia sem pontuar por 5min08s, passando à frente com uma sequência de 13-0.

No último quarto, os russos trataram de administrar a diferença para assegurar a vitória.

“Jogamos muito bem na defesa. Eles fizeram só 56 pontos, em geral fazem o que, 80?”, perguntou o ala Andrey Vorontsevich, cestinha do time com 18 pontos. “Acho que paramos eles. Só posso dar parabéns ao meu técnico e ao meu time”, disse.

O técnico David Blatt, que é norte-americano, também enalteceu o esforço defensivo russo. “Fizemos com que um time que conseguiu mais do que se esperava dele e que é melhor do que a maioria das pessoas pensa parecer menos efetivos e menos bom do que eles mostraram ser aqui”, disse Blatt.

“No ataque, tomamos algumas decisões erradas, como de costume. O que pode nos salvar neste torneio é a defesa”, afirmou o técnico. “Não sei se conseguiremos fazer o mesmo contra os EUA porque o time deles é muito atlético. Não sei se manteremos a consistência por 40 minutos. Ainda preciso pensar melhor na nossa estratégia contra eles. O que é certo é que eles têm jogadores e técnicos melhores do que os nossos”.

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