UOL Esporte Basquete
 
09/09/2010 - 17h55

Argentinos reconhecem superioridade lituana e prometem luta pelo 5º lugar

Murilo Garavello
Em Istambul (Turquia)
  • Pablo Prigioni recebe marcação em partida contra Lituânia. Defesa adversária foi intensa e impediu pontos dos argentinos. Eles cortaram todas as nossas vias de ataque

    Pablo Prigioni recebe marcação em partida contra Lituânia. Defesa adversária foi intensa e impediu pontos dos argentinos. "Eles cortaram todas as nossas vias de ataque"

Em um lance, Luis Scola, o melhor jogador do Mundial deu um “airball” (arremesso que não chega a tocar no aro). No outro, “andou”. Prigioni infiltrou, não tinha para onde ir e, ao soar o alarme que indica o fim dos 24s de posse de bola, tentou um passe para trás, esquisito e sem direção.

Os três lances, todos do segundo quarto do massacre da Lituânia sobre a Argentina, indicam a dificuldade que o time que eliminou o Brasil do Mundial teve para jogar nesta quinta-feira. Apesar da derrota contundente e da eliminação, os quatro principais jogadores do time conversaram, pacientemente, com os jornalistas –ao contrário da seleção brasileira: só Tiago Splitter e Marcelinho Huertas não se furtaram a comentar o revés.

“Eles cortaram todas as nossas vias de ataque", disse o armador Prigioni. “Scola estava acostumado a ter marcação dupla, mas não uma marcação assim tão apertada. E não foi só com ele, todos nós fomos empurrados para fora da quadra. Não tivemos paciência e, no segundo quarto, tomamos muitas decisões erradas no ataque e deixamos buracos na defesa. Mas, também, não havíamos enfrentado uma defesa assim.”

Nos três primeiros quartos, em que de fato houve jogo –no último período, atuaram muitos reservas, e o próprio técnico argentino, Sérgio Hernández, admitiu que a disputa já não valia mais nada-, a Argentina acertou só 39% de seus arremessos e cometeu dez erros.

Para Scola, a Lituânia “foi melhor. Temos que felicitá-los, fizeram uma partida brilhante”. Oberto também enalteceu o rival: “Enfrentamos uma equipe que foi melhor do que a nossa”.

Prigioni e Scola prometeram empenhar-se para que a Argentina termine o torneio na quinta colocação. “Vai ser difícil para nós, mas também para todas as outras equipes que foram derrotadas. Vamos fazer o melhor possível”, disse Prigioni. Já Scola foi além: “Viemos para cá para lutar, para tentar o máximo. Agora, o máximo será o quinto lugar. Vamos lutar por ele como se fosse a final do Mundial”.

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