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Entenda porque os EUA estão ganhando status de bicho-papão do Mundial

Em um campeonato equilibrado, em que a atual campeã, Espanha, e a atual vice-campeã europeia, Sérvia, perderam para equipes teoricamente mais fracas, uma seleção vem sobrando: os EUA. Eles venceram com facilidade, por mais de 20 pontos, Croácia e Eslovênia, times fortes e bem estruturados. E já são apontados por adversários e imprensa especializada como os grande favoritos ao título, apesar da ausência das principais estrelas, como Kobe Bryant, Lebron James, Dwyane Wade, Dwight Howard e companhia. Veja as principais razões para esse favoritismo

Elenco forte e rotação

REUTERS/Murad Sezer

Na realidade, desse tópico deriva boa parte da força dos EUA. A composição da equipe é pensada de maneira que Mike Krzyzweski tenha 12 jogadores úteis e com perfil variado. O ''Coach K'' promove uma rotação intensa: raramente um jogador atua por 30 minutos. Neste domingo, contra a Eslovênia, por exemplo, todos os titulares foram substituídos pouco depois da metade do primeiro quarto. E o nível não caiu. Com o revezamento, o time mantém a intensidade em nível muito alto durante boa parte do jogo. Se a partida for parelha, os titulares estarão descansados no momento de definição.


Foco

AP Photo/Mark J. Terrill

Um dos méritos do projeto que colocou Jerry Colangelo na direção e ''Coach K'' como técnico dos EUA foi ter resgatado a vontade dos jogadores de defender o time. Além disso, nenhum deles fez parte do Redeem Team, que levou o ouro em Pequim-2008. Para estes atletas, o Mundial é uma oportunidade de mostrar serviço pela seleção de seu país. O reflexo é visto na força de vontade e concentração do time. ''Poucas vezes vi, em todos estes anos, um time americano com um grau de comprometimento, de força de vontade tão grande. É um time muito, muito focado'', disse Rubén Magnano.


Defesa sufocante

Com 12 jogadores atléticos e acostumados a defender, a estratégia é pressionar o rival durante 40 minutos. A Croácia, por exemplo, manteve-se no nível dos EUA no primeiro quarto. Depois, não conseguiu suportar a pressão. Para não perder a bola, os armadores adversários têm de ser habilidosos e se esforçarem muito. Não à toa, os adversários dos EUA vêm mostrando enorme dificuldade em manter seu padrão de ataque e realizar as jogadas que estão acostumados. O que se vê são arremessos forçados, passes errados... E contra-ataques e enterradas americanas.


Muitos cestinhas

Kevin Durant foi o cestinha da última temporada da NBA, com 30,2 pontos por jogo pelo Oklahoma City Thunder. Derrick Rose (20,8 pelos Bulls), Chauncey Billups (19,6 pelos Nuggets), Andre Iguodala (17,1 pelos 76ers), Rudy Gay (19,6 pelos Grizzlies), Danny Granger (24,2 pelos Pacers), Eric Gordon (16,9 pelos Clippers) e Stephen Curry (17,5 pelos Warriors) são pontos focais dos ataques de seus times na NBA. Quase todos estão acostumados a decidir partidas na liga mais importante do mundo. São chutadores (de média e longa distância) e penetradores que dão muitas opções ao técnico.


Pontos fracos, não tão fracos assim

Os EUA tiveram problemas com seus homens altos e viajaram com apenas três jogadores de garrafão. Destes, somente Tyson Chandler, de 2,16 m, é de fato um pivô. Lamar Odom e Kevin Love em geral jogam na posição 4. Antes do torneio, a altura era uma preocupação. Até aqui, não tem havido problema: contra a Croácia, foram só dois rebotes a menos (39 a 41); já os eslovenos, que têm muitos jogadores altos, foram goleados: 50 a 33. O time também sofre contra uma defesa zona montada, mas a precisão nos arremessos (52% contra Eslovênia, 55% contra Croácia) tem compensado o problema.


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