UOL Esporte Basquete
 
18/01/2010 - 09h00

Final do Nacional feminino pode levar Ourinhos ao 6º título consecutivo

José Eduardo Martins
Da Folhapress
Em São Paulo

NA FINAL, CBB TRANSGRIDE O REGULAMENTO

A CBB (Confederação Brasileira de Basquete) burlará seu próprio regulamento no mata-mata decisivo do Nacional feminino.

Segundo o artigo 30, os ginásios de fase final devem ter capacidade mínima para 3.000 pessoas, com laudos da Defesa Civil ou do Corpo de Bombeiros. Palco dos dois primeiros confrontos, o ginásio Monstrinho, de Ourinhos, no entanto, comporta apenas 2.000 torcedores.

"O Ourinhos fez uma reforma no ginásio, colocou um piso novo, e concordamos em aprová-lo para a fase final também", justificou André Alves, diretor técnico da confederação.

O fato de a CBB "rasgar" o próprio regulamento não preocupa o dirigente. "Não tem problema, a gente acordou isso com os clubes", declarou Alves.

O outro ginásio desta final, o Anuar Pachá, de Catanduva, possui capacidade para 4.000 pessoas e teve de ser reformado por causa de goteiras.

A fase decisiva do campeonato marcará a estreia do sistema de antidoping, prometido antes do início da competição e que não foi realizado em suas etapas anteriores.

O Nacional feminino de basquete pode consolidar o maior domínio na história da modalidade no país. Com cinco títulos consecutivos, o Ourinhos é o favorito na decisiva série melhor de cinco com o Catanduva, que começa na noite desta segunda-feira, às 20h (horário de Brasília), no ginásio Monstrinho, em Ourinhos.

Caso conquiste o sexto triunfo, o time paulista superará o Piracicaba, que contou com jogadoras como Paula e venceu, não sucessivamente, também por cinco vezes o Brasileiro (1985, 1986, 1988, 1991 e 1996).

Mesmo em Nacionais masculinos uma hegemonia não foi tão grande, com tantos títulos e finais em sequência -é a sétima decisão seguida do Ourinhos. "Não acho que esses números aumentem a pressão das jogadoras, que não ficam pensando nesse histórico", pondera o treinador do Ourinhos, Urubatan Paccini, que assumiu a equipe no ano passado.

Segundo os adversários, o principal trunfo da equipe de Ourinhos é o orçamento alto para os padrões brasileiros, em torno de R$ 200 mil, quando existem times com cerca de R$ 20 mil de folha de pagamento.

A maior parte do investimento do Ourinhos provém do usineiro Francisco Quagliato, um apaixonado pela modalidade.

"É por causa do dinheiro. Se você tem mais dinheiro, tudo fica mais fácil. Com essa verba você pode contratar quem você quiser", afirmou o técnico do Catanduva, Edson Ferreto.

A força do elenco do Ourinhos pode ser comprovada pelo número de jogadoras da equipe que servem a seleção brasileira, sete (Micaela, Mamá, Kelly, Karina Jacob, Karen, Tayara e Tatiana), contra três (Palmira, Fernanda e Silvinha) do adversário desta decisão.

"Não tem como negar. Nós realmente somos as favoritas para esta final. Mas precisamos, agora, comprovar isso nos jogos", diz a ala Micaela.

As estatísticas neste campeonato também mostram a superioridade do Ourinhos. A equipe tem a melhor defesa do torneio, com uma média de 54 pontos por jogo, e na fase de classificação teve a melhor eficiência (fórmula que contabiliza os índices de aproveitamento e erros do time): 93,9%.

Apesar dos números falarem contra, o Catanduva espera surpreender desta vez. ‘Nosso time está bem acertado e, em Brasileiro, é a primeira vez que a gente chega em condições de ganhar’’, declara Ferreto. Se necessário, o quarto jogo será no dia 22, em Catanduva -e o quinto no dia 24, em Ourinhos.

NA TV - Ourinhos x Catanduva - Sportv, ao vivo, às 20h

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