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18/01/2010 - 15h11

Hortência volta de missão na Europa com choro de Iziane e 'sim' de pretendentes

Luiza Oliveira
Em São Paulo
  • Na Europa, Hortência falou com dois técnicos estrangeiros, que aceitaram comandar a seleção

    Na Europa, Hortência falou com dois técnicos estrangeiros, que aceitaram comandar a seleção

Hortência voltou da Europa com algumas novidades na bagagem e o destino da seleção feminina começa a tomar seu rumo. Os dois técnicos estrangeiros consultados pela dirigente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) aceitaram o convite para defender o Brasil e, mesmo sem descartar a continuidade de Paulo Bassul no time adulto, a ex-jogadora admite o remanejamento do profissional dentro da entidade. No entanto, segundo Hortência, o principal êxito da viagem internacional foi uma conversa emocionada com Iziane, atualmente afastada da equipe.

O maior nome do basquete feminino brasileiro, ao lado de Paula, disse que ainda não conhecia Iziane, mas relatou ter gostado do primeiro contato com a jogadora. Junto com a armadora Adrianinha, elas jantaram na cidade de Schio, na Itália. Hortência se mostrou confiante no retorno da armadora, independente da permanência de Bassul, treinador com quem teve atrito durante o Pré-Olímpico de 2008.

"Foi a primeira vez que a vi, conheci melhor a Iziane e sua maneira de pensar. Tivemos uma aproximação positiva. Ela se mostrou sensível e chorou. Falar sobre esse assunto não é agradável para ela. Acho que ninguém havia sentado para bater um papo com ela", disse.

A ex-atleta também deu conselhos e usou sua própria experiência para convencê-la. "Mostrei os problemas que tive nos 20 anos em que vesti a camisa da seleção. Pedi para ela pensar na volta. Falei que não tinha pressa, para analisar, mas foi super aberta", disse.

Principal nome do basquete brasileiro atualmente, Iziane foi protagonista de uma grande polêmica quando se desentendeu com Paulo Bassul por se recusar a voltar para a quadra após ser sacada do time. Ela acabou cortada no Pré-Olímpico da Espanha em 2008 e disse que não voltaria mais à seleção enquanto ele estivesse no comando.

Pretendentes dão 'sim'
Outra meta da viagem de Hortência foi a negociação para a definição do novo técnico da seleção feminina. Ainda sem revelar os nomes, Hortência aprovou a conversa que teve na Espanha e na Itália com os dois candidatos e teve uma resposta positiva de ambos a respeito do cargo no Brasil.

Desta forma, a dirigente já pensa até em uma nova possibilidade para Bassul, que poderá assumir um cargo na CBB ainda a ser definido. "Se o Bassul não continuar na adulta, a ideia é que siga conosco fazendo outra coisa. Ele só não fica se não quiser. Mas ainda temos que ver a opinião dele, sentar e conversar. Não quero que fique sabendo nada pelos jornais", afirmou.

"O importante é que os três técnicos têm interesse. É uma decisão difícil, bem pensada, não podemos ser precipitados porque temos um Mundial em setembro. Fui conhecer o trabalho deles. O do Bassul já conheço", completou.

A partir de agora, a escolha cabe à CBB, informa Hortência. Uma reunião com o presidente Carlos Nunes e a cúpula da entidade será realizada nesta terça-feira, em São Paulo, para avaliar o resultado da viagem da dirigente, que também teve finalidade política. Hortência quer estreitar a relação entre o Brasil e outros países e manteve contato com os clubes europeus. Agora, já planeja visita à França para conhecer os métodos adotados naquele país.

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