UOL Esporte Basquete
 
05/04/2010 - 10h05

Com fama de disciplinador, Magnano tenta recuperar seleção brasileira

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Com um título olímpico no currículo e a fama de disciplinador, o técnico argentino Rubén Magnano assume o comando da seleção brasileira masculina de basquete para tentar a reconquista da confiança do torcedor e a retomada do caminho das vitórias, com a missão de colocar o Brasil em uma olimpíada, o que não ocorre desde Atlanta-1996.

A expressão típica de um ditador latino-americano da década de 70 ocorre devido ao bigode fino que Magnano usa, o que faz por uma influência de seu pai, Hugo Magnano.

“O bigode nasceu em um verão em que deixei a barba crescer. Depois raspei e mantive o bigode. Acho que foi para me parecer com meu pai”, afirma Magnano, que relata o pai como mais novo torcedor da seleção brasileira em entrevista ao Jornal da Tarde.

“É um homem de 82 anos, e é sempre difícil para um pai dessa idade ver um filho partir para o exterior. Mas ele apoiou minha decisão e me desejou toda a sorte, como sempre. Vai torcer pelo Brasil até contra a Argentina. Costuma acompanhar os resultados das minhas equipes com muita atenção. O sentimento paterno predomina sobre o pátrio”, afirma o treinador.

Patriota, Rubén Magnano acabou deixando de lado a seleção de seu país quando recebia 7 mil euros por mês (R$ 3,1 mil) e teve oferta do italiano Varese de 600 mil euros por ano (equivalente a R$ 119 mil por mês). Mas em um clube tradicional e de muita cobrança, a passagem do treinador argentino durou apenas três meses, com Magnano entrando para a lista de 13 técnicos demitidos em cinco anos.

Com a pretensão de recuperar o basquete brasileiro, Magnano quer investir também nas categorias de base, para que o país tenha seleções de expressão em todas as categorias.

“Temos de ter consciência do nível em que se encontra a estrutura formativa do basquete brasileiro. Quero trabalhar sobre o caráter da equipe. Desejo ver todas as seleções jogando um basquete dinâmico, que dê importância à defesa. Cada treinador depois colocará sua assinatura pessoal”, afirma Magnano.

O basquete brasileiro não é a primeira coisa pelo qual Rubén Magnano tomou gosto. O treinador argentino afirma que é fã do cantor Roberto Carlos, que lhe traz boas lembranças de vida.

“Gosto muito de Roberto Carlos. Ele fez um grande sucesso numa época muito boa da minha vida”, afirma o treinador, que quando era mais jovem era fã de bandas de rock como o Led Zeppelin.

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