UOL Esporte Basquete
 
12/04/2010 - 17h25

Nenê anuncia volta à seleção sem pressão da era Grego

Do UOL Esporte
Em São Paulo
  • Jogador do Denver Nuggets, pivô Nenê anuncia seu retorno à seleção e critica antiga direção da CBB

    Jogador do Denver Nuggets, pivô Nenê anuncia seu retorno à seleção e critica antiga direção da CBB

A briga entre seleção brasileira e Nenê Hilário chegou ao fim. O pivô do Denver Nuggets anunciou nesta segunda-feira seu retorno à equipe nacional, após mais de dois anos de ausência. O jogador aproveitou para criticar a gestão do ex-presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime “Grego” Bozikis, substituído por Carlos Nunes.

“Antes havia muita pressão. Agora não há nenhuma. É a seleção. Você precisa se sentir bem, precisa se divertir enquanto representa seu país. Isso não acontecia no passado”, disse Nenê ao jornal Denver Post.

O pivô não defende a seleção brasileira desde a Copa América de 2007, disputada em Las Vegas e que serviu como torneio pré-olímpico. A equipe terminou na quarta colocação e não conseguiu vaga para os Jogos de Pequim.

“No passado havia muitos problemas que interferiam com minha presença na seleção, mas creio que essa é a hora certa para voltar. Eles são muito profissionais agora. Estão tentando agir do modo correto, então é uma situação diferente”, apontou Nenê.

Carlos Nunes assumiu a CBB em maio de 2009 e contratou para assumir a seleção em janeiro deste ano o técnico Rubén Magnano, campeão olímpico com a Argentina em 2004. O treinador e o dirigente viajaram para os Estados Unidos em fevereiro após a eleição para conversar com Nenê, Leandrinho (do Phoenix Suns) e Anderson Varejão (do Cleveland Cavaliers), os três jogadores brasileiros na NBA, a liga de basquete norte-americano. Leandrinho já havia elogiado Magnano, colocando-se à disposição da seleção.

“Ele sabe o que posso fazer pelo time. Disse que se eu puder ser eu mesmo, jogarei bem”, comentou o pivô sobre o técnico.

“Eles não entendiam a vida de um jogador. Não sabiam como era difícil jogar na NBA. Não se importavam se eu estava machucado, se você era bom ou não, não queriam saber de nada. Machuquei-me em 2007, e o presidente ficava falando sobre mim. Ninguém protegia ninguém, e isso está diferente agora”, explicou Nenê.
 

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