UOL Esporte Basquete
 
18/08/2010 - 14h00

Após 5 jogos da ''Era Magnano'', marcação no perímetro mostra problemas

Do UOL Esporte
Em São Paulo
  • Ala argentino Carlos Delfino (esquerda) anotou 23 pontos em amistoso. Defesa do Brasil mostrou dificuldades contra jogadores do perímetro. Alex (direita), apesar de ser um especialista na função, leva desvantagem contra adversários mais altos

    Ala argentino Carlos Delfino (esquerda) anotou 23 pontos em amistoso. Defesa do Brasil mostrou dificuldades contra jogadores do perímetro. Alex (direita), apesar de ser um especialista na função, leva desvantagem contra adversários mais altos

A Era Magnano na seleção masculina brasileira de basquete chegou, na terça-feira, a cinco jogos. Com um saldo de três vitórias (Venezuela, Angola e China) e duas derrotas (Argentina e Espanha), a marcação no perímetro é a grande dúvida para o Mundial da Turquia, que começa em dez dias.

Sem contar a exibição contra Porto Rico, nos cinco amistosos até agora, os problemas para a defesa verde-amarela vieram sempre de fora do garrafão. Contra os adversários que vão para a Turquia (Angola, China, Argentina e Espanha), os cestinhas rivais foram sempre armadores ou laterais.

O dado pode parecer coincidência, mas olhando o time brasileiro, é impossível não ter dúvidas. Contra Angola, o armador Carlos Morais fez 19 pontos. Contra a China, o melhor dos rivais foi o ala-armador Sue Yue. Contra a Espanha, que jogou sem o pivô Marc Gasol, o cestinha foi o armador Juan Carlos Navarro, com 13 pontos.

O maior exemplo da deficiência veio contra a Argentina. O ala Carlos Delfino marcou 23 pontos, incluindo seis bolas de três – o armador Pablo Prigioni ainda fez 17 (sendo três tiros certeiros do perímetro). O pivô Luís Scola, o principal nome da seleção hermana, fez apenas 12 pontos – foi, inclusive, a melhor performance de um pivô contra o Brasil nos cinco amistosos.

PERÍMETRO X BRASIL

Adversário Pontos
Carlos Morais
Armador
Angola
19
Sue Yue
Ala
China
14
Carlos Delfino
Ala
Argentina
23
Navarro
Ala-armador
Espanha
13

Magnano ainda não mostrou a rotação de jogadores que irá usar no Mundial. Nos amistosos no Brasil, por exemplo, Marquinhos começou as partidas como titular na posição 3, ao lado de Marcelinho Huertas e Leandrinho. A partir da viagem para os EUA, o posto foi ocupado por Alex.

Eleito melhor defensor do país nas duas primeiras edições do NBB, Alex leva vantagem na briga por ser um especialista no fundamento. Contra Argentina, ele jogou 24 minutos. Contra a Espanha, foram 15. Seu reserva na posição, Marquinhos, ficou em quadra por 9 minutos contra os argentinos e 24 contra os espanhóis. A principal diferença entre os dois está na altura.

Alex tem 1,91m e em duelos contra jogadores um pouco mais altos e atléticos, como Delfino, de 1,98m, pode acabar em desvantagem. Outros dois jogadores tidos como titulares, Marcelinho Huertas e Leandrinho, tampouco levam vantagem no tamanho. Enquanto o armador do Caja Laboral tem 1,91, o novo atleta do Toronto Raptors mede 1,92m. Neste cenário, Marquinhos, de 2,07m, seria uma opção para deixar a seleção mais alta, mas não tem a mesma eficiência defensiva do ala de Brasília.

O Brasil joga novamente a partir de domingo, em torneio amistoso na França. A seleção joga na cidade de Lyon contra Ilhas Virgens, Austrália e a França. O Mundial começa no dia 28 e o Brasil está no Grupo B, ao lado de Croácia, Irã, Tunísia, Eslovênia e Estados Unidos.

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