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Divulgação/CBB

Marcelinho Machado e Guilherme Giovannoni: veteranos e professores

20/08/2010 - 07h02

Marcelinho e Guilherme, estrelas do NBB, viram coadjuvantes na seleção

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Em São Paulo

Dois dos jogadores mais antigos da seleção, acostumados a serem titulares. Craques dos times que decidiram o título do NBB e dois principais pontuadores do campeonato. Normalmente protagonistas, Marcelinho Machado e Guilherme Giovannoni exercerão no Mundial da Turquia um papel mais modesto.

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    A seleção brasileira contará com dois importantes reforços para o amistoso desta sexta-feira com a França, em Lyon, às 11h45 (de Brasília). Os pivôs Nenê e Tiago Splitter estão recuperados de contusão e integram a equipe. Já Varejão, com uma entorse no tornozelo, será poupado.

    Nenê ainda não realizou nenhuma partida com o restante do elenco. Com um problema nos tendões, o pivô foi poupado do Super Four de Brasília e do Torneio de Logroño, na Espanha. Já Splitter esteve em quadra na estreia da equipe no Super Four, mas sentiu uma lesão na coxa e não voltou mais.

Em entrevistas e nos amistosos de preparação, o argentino Rubén Magnano, novo técnico da seleção, indicou que os minutos em quadra dos dois veteranos serão reduzidos em relação a anos anteriores. Sob o comando de Lula Ferreira e Moncho Monsalve, ambos costumeiramente eram titulares do time.

Marcelinho foi o cestinha das últimas três edições do NBB. Neste ano, fez 26,1 pontos por jogo e foi vice-campeão com o Flamengo. Aos 35 anos, verá um número menor de minutos do que aquele a que se acostumou em sua carreira. Como Marcelinho Huertas é titular indiscutível da armação, Leandrinho foi deslocado para a posição 2, que, no passado, tinha Marcelinho Machado como "dono".

Magnano faz questão de elogiar o ala. “O Marcelinho é um jogador muito importante para nós. Ele é excelente nos lances livres e isso pode ser fundamental no final das partidas”, explicou o argentino.

O papel reduzido não é visto de maneira negativa pelo jogador. "Quero colaborar, estou na seleção para ajudar da maneira como puder, como precisarem de mim. Se eu tiver um minuto, vou dar o meu máximo em um minuto. Se tiver 10, 20 minutos, o meu empenho será o mesmo, a minha vontade e a minha motivação são as mesmas", disse o ala-armador.

Na final do NBB, o Flamengo, de Marcelinho, perdeu para o Brasília, de Guilherme, que com 20,5 por partida, só fez menos pontos do que o companheiro de seleção. O piracicabano, que chegou a atuar na posição 3 pelo Brasil no passado, participará da rotação apenas na posição 4. Ou seja, dividirá tempo de quadra com o titular Anderson Varejão e, eventualmente, Nenê, que atua tanto na 4 quanto na 5.

Em Nova York, na semana passada, Guilherme mostrou estar ciente dessa nova condição. “Eu tenho um papel muito diferente. Em Brasília eu precisava pontuar bastante. Aqui nós temos pivôs maiores. Meu papel é o de vir do banco e entrar para fazer algumas jogadas diferentes, de abrir caminho para o pessoal”, disse o jogador de 30 anos.

A filosofia é a mesma com Marcelinho. "Gosto de jogar pelo Brasil, me dá orgulho vestir a camisa da Seleção Brasileira e estou aqui para ajudar, se vou começar no banco ou não, isso não me preocupa, no basquete você entra e sai o tempo todo e todos são importantes da mesma maneira. Ninguém aqui se preocupa em ser titular ou não, apenas no bem da equipe".

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