UOL Esporte Basquete
 
20/08/2010 - 11h24

Magnano fala em recuperar "fome de glórias" do basquete brasileiro

Do UOL Esporte
Em São Paulo
  • Magnano orienta jogadores da seleção brasileira: argentino diz que encontrou o Brasil de 2010 em estágio parecido com o da Argentina em 2000

    Magnano orienta jogadores da seleção brasileira: argentino diz que encontrou o Brasil de 2010 em estágio parecido com o da Argentina em 2000

"É preciso de ter fome de glórias. Perder não pode ser o mesmo do que ganhar”. Parece frase de livro de auto-ajuda, certo? Mas é o lema de Rubén Magnano na seleção brasileira masculina de basquete. Nesta sexta-feira, o diário argentino Olé publicou uma entrevista com o treinador, na qual ele explica como pretende fazer com o Brasil o mesmo que fez com a Argentina.

“Elogiam muito a raça do jogador argentino. Temos de desenvolver essa fome de glórias [no brasileiro]. Perder não pode ser o mesmo que ganhar. [Temos de desenvolver] a postura em momentos de competição real. Quando você está jogando com o batimento cardíaco a 200 pulsações por minuto é que a personalidade vem à tona. Os jogadores precisam estar preparados não apenas nos aspectos técnicos, táticos ou físicos, mas também no psicológico”, explica o treinador.

Campeão olímpico com a Argentina em Atenas-2004, ele comparou o projeto brasileiro com o argentino. Magnano assumiu a seleção argentina sub-21 em 2000 e o time principal em 2002 – quando comandou a seleção argentina que venceu os EUA no Mundial de 2002, se tornando o primeiro time a vencer a seleção norte-americana com atletas da NBA.

“Existe um denominador comum. Quando cheguei à seleção argentina, existia um compromisso muito grande em evolução, mas era um projeto que não sabíamos como iria terminar. No Brasil, percebo que também existe um desejo de evoluir”, falou o treinador.

Segundo ele, até mesmo os times são parecidos – a comparação, no entanto, é feita com o time de 2010, que vai ao Mundial da Turquia, e não com o time de 2004, campeão olímpico. “Existe o compromisso que é muito parecido e os jogadores tem as características próprias. Tiago [Splitter] é como Oberto, Anderson [Varejão] como Scola, Delfino como Leadrinho e Prigioni como Huertas”, analisa.

Magnano e a seleção brasileira estão na França, onde enfrentam nesta sexta o time da casa. A partir de domingo, a equipe disputa o Torneio de Lyon, ao lado de França, Austrália e Costa do Marfim.

 

Placar UOL no iPhone

Hospedagem: UOL Host