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22/08/2010 - 09h01

Técnico Rubén Magnano prega Brasil defensivo

Daniel Brito
Da Folhapress
Em São Paulo

O técnico argentino Rubén Magnano quer que a defesa seja o melhor ataque da seleção brasileira no Mundial da Turquia, a partir de 28 de agosto. Desde sua primeira conversa com os jogadores, em 19 de julho, no Rio de Janeiro, tratou de deixar claro qual é o seu objetivo. "O que Magnano mais cobra é a intensidade", afirma o experiente ala Marcelinho, 35. "A meta é forçar o erro do adversário sempre e partir no contragolpe", continua.

Foi com essa mentalidade que o argentino consagrou-se como um dos mais vitoriosos treinadores da década. Em 2002, foi vice-campeão mundial com a Argentina, e, dois anos mais tarde, conquistou o inédito ouro olímpico, batendo os Estados Unidos nas semifinais por nove pontos.

Por enquanto, a seleção ainda patina para assimilar as lições do chefe. Em sete amistosos, quatro derrotas. Na de maior diferença, 22 pontos contra Porto Rico em Nova York, as duas equipes jogaram em ritmo de exibição em quadra a céu aberto no bairro do Harlem. Contra a Argentina, na terça-feira, perdeu por 77 a 73. No dia seguinte, caiu diante dos espanhóis por 84 a 68.

Na sexta-feira, os jogadores fizeram um jogo de portões fechados contra a França e levaram apenas 58 pontos. Mas fizeram somente 56.

"A base deste esporte é a defesa. Tudo começa por ali", argumenta o técnico.

"Concordo 100% com Magnano quando ele fala da importância da defesa. É a filosofia dele e todo o time está com vontade de colocar em prática. Acho que vai dar certo", prevê o ala Marquinhos.

Magnano prega uma defesa mista: nem tanto o um contra um dos americanos, nem a marcação por zona dos europeus. "Estamos conseguindo aliar os dois estilos e fazendo uma defesa brasileira", arrisca o ala Alex.

Por causa de sua perseverança, Alex foi nomeado subcapitão do time. Em caso de ausência do titular do posto, Marcelo Huertas, é o ala quem fala pelo argentino em quadra. Outros grandes defensores no time brasileiro são os pivôs Anderson Varejão e Tiago Splitter.

"Defender bem é uma arma", disse Varejão à reportagem, após os primeiros amistosos do Brasil sob o comando de Magnano, em Brasília, no início do mês de agosto. "Naquele Mundial de 2006 nós também nos preocupamos com a defesa, trabalhamos muito, e o trabalho continua em 2010", citou Varejão, lembrando do técnico Lula Ferreira, que comandou o Brasil no Japão, em 2006.

A seleção estreia no Mundial contra o Irã, no sábado. Amanhã, joga contra Austrália, em torneio amistoso em Lyon. França e Costa do Marfim também participam.

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