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24/08/2010 - 17h26

Brasil define jogo no segundo tempo e encerra preparação com vitória sobre a França

Do UOL Esporte
Em Sao Paulo
  • Anderson Varejão jogou menos de dez minutos em quadra no amistoso contra a França. Depois de levar uma trombada, pivô sentiu dores e foi poupado o resto da partida. O jogador, entretanto, aqueceu normalmente com os colegas no intervalo do jogo

    Anderson Varejão jogou menos de dez minutos em quadra no amistoso contra a França. Depois de levar uma trombada, pivô sentiu dores e foi poupado o resto da partida. O jogador, entretanto, aqueceu normalmente com os colegas no intervalo do jogo

O Brasil encerrou a série de amistosos preparatórios para o Mundial da Turquia com uma vitória por 79 a 66 sobre a França, nesta terça-feira, em Lyon. Após um primeiro tempo bastante fraco, o time de Rubén Magnano melhorou na segunda etapa, especialmente no terceiro quarto, quando venceu por 26 a 9 e construiu a vantagem que garantiu a vitória.

Mesmo com o resultado positivo, a equipe ficou aquém das metas estabelecidas pelo técnico Rubén Magnano. O argentino esperava que o time encerasse a fase de preparação distribuindo mais de 25 assistências por jogo e com pelo menos cinco atletas com dez pontos ou mais. Ao final do amistoso, contudo, apenas Marcelinho Machado (18), Leandrinho (16) e Tiago Splitter (19) superaram a marca e o time alcançou 17 assistências no total.

O Brasil não contou com Nenê, cortado da seleção por lesão. Pelo lado da França, os desfalques para o Mundial também são muitos. O armador Tony Parker, do San Antonio Spurs, e o pivô Joakim Noah, do Chicago Bulls, são as duas ausências mais sentidas.

Desde o início da partida o técnico Rubén Magnano manteve a opção pelo revezamento constante dos jogadores, dando espaço até para JP Batista, incorporado à equipe na noite de segunda-feira. O pivô entrou logo no primeiro quarto da partida e totalizou quase 7 minutos em quadra durante a partida. O garrafão, aliás, foi um problema sério na primeira etapa. Ao final do segundo quarto, os franceses já tinham 21 rebotes contra apenas 10 do Brasil. Sem Nenê, cortado da equipe, e Anderson Varejão, que saiu de quadra no primeiro quarto e não voltou mais, o pivô Tiago Splitter ficou sobrecarregado.

Os franceses tampouco facilitaram o trabalho da defesa brasileira na primeira metade do jogo, com um aproveitamento de 59% nos arremessos de quadra (50% da linha de três pontos). Na metade do segundo quarto, o técnico brasileiro abriu mão da marcação individual para usar a defesa por zona. Com a mudança, o Brasil ainda conseguiu reduzir a vantagem do adversário, mas foi para os vestiários perdendo por 44 a 39.

O jogo, entretanto, mudou completamente na segunda etapa. Intimidados pela defesa brasileira, a França demorou mais de três minutos para marcar o primeiro ponto, o que permitiu que a seleção brasileira retomasse a liderança no placar. Marcelinho Huertas liderou a equipe na reação, distribuindo seis assitências apenas no terceiro período e ditando o ritmo dos ataques em meia quadra. Ao final do período, o Brasil encerrou a etapa com 26 a 9.

Outro diferencial foram as bolas de três. O Brasil insistiu no perímetro na primeira etapa, acertando apenas duas de 13 tentativas. Ao final do jogo, contudo, a média havia melhorado para 8 em 25, liderados especialmente por Marcelinho Machado (4/8). Dentro do garrafão, contudo, manteve-se a superioridade francesa (35 a 26). Com Varejão poupado quase toda a partida, Murilo se destacou no fundamento, agarrando 8 rebotes em 16 minutos em quadra.

No último quarto, a França ainda tentou pressionar a marcação individual e envolver a torcida local no jogo, mas os brasileiros souberam administrar a vantagem construída no quarto anterior e fechara o último período vencendo por 14 a 13, e encerrando o jogo em 79 a 66.
 

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