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Basquete


NBB sacrifica lado técnico por financeiro e terá final em jogo único em 4ª edição

Daniel Neves

Em Franca*

28/01/2011 18h46

A Liga Nacional de Basquete (LNB) anunciou nesta sexta-feira uma polêmica mudança para a próxima edição do Novo Basquete Brasil (NBB). Para ter a final transmitida em TV aberta, a entidade alterou o formato da competição e fará decisão em jogo único no dia 10 de junho de 2012.

“A tabela foi feita levando em consideração o critério econômico, não técnico”, disse o presidente da LNB, Kouros Monadjemi. “Não adianta ter um campeonato perfeito em que ninguém investe. Os clubes estão em dificuldade e queremos mudar isso. Se tivermos que sacrificar um pouco o lado técnico pelo econômico, vamos fazer”.

Adotada no vôlei durante várias temporadas, a decisão em jogo único foi uma exigência da Globo para que fosse transmitida em TV aberta. A medida, porém, foi decidida por unanimidade pelos clubes em reunião realizada pela liga. O objetivo é angariar novos patrocinadores, principalmente da iniciativa privada. Atualmente, o NBB é patrocinado pelas estatais Eletrobrás e Caixa.

Na tentativa de não repetir o criticado formato do vôlei, em que os classificados para a decisão única saem de uma série de playoffs melhor de cinco, a LNB criou uma nova fase no NBB. As duas vagas na final da competição sairão em um quadrangular, disputado em turno e returno, que reunirá os vencedores das quartas de final.


As demais fases da competição permanecem inalteradas. Os 18 clubes previstos para participarem do torneio jogam entre si em uma etapa classificatória, em turno e returno. Os quatro melhores avançam para as quartas de final, enquanto os times que ficarem do 5º ao 12º disputam o chamado playoff de classificação, em séries melhor de cinco.

Os representantes da LNB justificaram a mudança na fórmula de disputa ressaltando a importância da parceria com a Globo nos últimos três anos. De acordo com Monadjemi, a emissora já desembolsou R$ 3 milhões à entidade, o que permitiu o crescimento do NBB em suas três edições.

“Estamos onde estamos por causa da Globo. Sofremos muitas críticas sobre atendermos as exigências deles, mas desafio outras emissoras a pagarem alguma coisa”, afirmou Monadjemi. “Quando fundamos a liga, estive em vários outros canais e todos queriam de graça. E de graça não dou nem um tostão. A Globo apostou no projeto desde o início”.

* Jornalista viajou a convite da organização do NBB