Médico cita baque e diz que Oscar está "relativamente bem" na luta contra câncer

Patrick Mesquita

Do UOL, em São Paulo

  • Jorge Araújo/Folhapress

    Ex-jogador tem sido submetido a sessões de radioterapia para combater doença

    Ex-jogador tem sido submetido a sessões de radioterapia para combater doença

Na luta contra um tumor no cérebro, o ex-jogador Oscar Schmidt, considerado o maior nome de todos os tempos no basquete nacional, tem se recuperado aos poucos após a mudança no ritmo de vida. Antes bem humorado e sorridente, o "Mão Santa" ainda está abalado depois da segunda cirurgia para controlar o câncer. É o que diz o neurologista responsável pelo caso, Marcos de Queiroz.

"Ele disse para eu não esconder nada. Isso é Oscar. Ele teve um baque, mas está reagindo relativamente bem. Psicologicamente ele está um pouco abalado, mas voltando ao normal. Acho que ele está indo bem. Ele está meio para baixo para o padrão Oscar", afirma o neurologista, autorizado pelo ex-atleta a comentar a situação, em entrevista ao UOL Esporte.

Além do susto com a notícia, a tristeza de Oscar pode ter ligação com o tratamento que ele será submetido provavelmente para sempre.

"Ele vai ter que fazer radioterapia e quimioterapia. Enquanto estiver funcionando, não vamos suspender. É o tipo da lesão que, se não crescer, dificilmente teremos coragem de suspender", disse Queiroz.

"Estou fazendo o tratamento, e espero que resolva. Se não resolver, paciência, minha vida foi muito boa", declarou Oscar, em conversa com jornalistas após evento em uma universidade em São Paulo. "Espero viver até setembro", comentou, lembrando o mês em que participará da cerimônia de nomeação ao Hall da Fama do basquete, nos Estados Unidos.

De acordo com o médico, o ex-jogador descobriu que tinha um tumor no cérebro em 2011, quando estava nos Estados Unidos. Oscar desmaiou em uma hidromassagem e teve que ser levado ao hospital de ambulância. O "Mão Santa" passou por exames e foi constatado o problema. Após negar a cirurgia em solo estrangeiro, ele retornou ao Brasil e, em maio de 2011, foi submetido ao primeiro procedimento cirúrgico.

"No primeiro processo, já era um tumor maligno, mas de baixo grau, que são tumores que tem uma evolução lenta. Naquela ocasião, nem direcionamos para um tratamento mais forte. Apenas monitoramos por imagem", analisa o médico.

O drama de Oscar se intensificou em abril deste ano. Durante exames de rotina para controle, o ex-jogador descobriu que o tumor voltou a aparecer, mas dessa vez com uma nova característica e de grau 3 de malignidade (o máximo é 4). Assim, uma nova cirurgia foi realizada no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Oscar ignora críticas por língua afiada e se diz competente como comentarista

  • Divulgação

    Dentro de quadra, Oscar Schmidt foi um dos maiores jogadores brasileiros de basquete de todos os tempos e tornou-se referência para uma geração de atletas e torcedores. Fora dela, porém, o Mão Santa divide opiniões com seu estilo polêmico e sem papas na língua como comentarista da Rede Record.

    "Comentar é algo que me agrada e, como sou bastante competente, vejo como algo natural. Entendo muito de basquete, vivi isso minha vida inteira. Sei tudo o que se passa nessa relação entre jogadores, técnicos e dirigentes. Então, comento com muita propriedade", diz Oscar.

"Ele não teve sintoma nenhum. Ele fez exames e mostrou que o tumor voltou a crescer e com uma nova característica. Ele não teve nenhum sintoma, mas decidimos operar. A segunda cirurgia foi muito bem. A segunda biopsia demonstrou um grau 3, que é um alto grau. Tivemos que optar por um tratamento mais forte", concluiu.

Considerado o maior jogador brasileiro de todos os tempos, Oscar, de 55 anos, é o líder mundial em pontos, com 49.703, e faz parte do Hall da Fama do Naismith Memorial Basketball desde fevereiro deste ano.

No Brasil, ele atuou por Palmeiras, Sírio, Corinthians, Bandeirantes, Barueri e Flamengo. Na Europa, passou por Caserta e Pavia, da Itália, e do Forum Valladolid, da Espanha.

Além disso, o "Mão Santa" jogou pela seleção entre 1977 e 1996, em trajetória que teve como ponto alto a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987. 

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