Basquete

LeBron, Irving e Love não bastam. Nos Cavs, reservas têm feito diferença

Andy Lyons/Getty Images/AFP
Astros dos Cavaliers têm tido ajuda fundamental dos jogadores reservas Imagem: Andy Lyons/Getty Images/AFP

Do UOL, em São Paulo

27/05/2016 06h00

O Cleveland Cavaliers visita o Toronto Raptors nesta sexta-feira (27) podendo garantir o título da Conferência Leste e a consequente vaga na decisão da NBA. Os Cavs lideram o playoff em 3 a 2 e caso vençam fora de casa, no Canadá, fecham a série melhor de sete.

Apesar da motivação natural de voltar à final da NBA após amargar o vice-campeonato no ano passado, os Cavs não terão vida fácil – suas duas derrotas em 13 jogos dos playoffs até aqui aconteceram em Toronto. Para superar a força dos Raptors quando jogam em casa, além dos três astros LeBron James, Kyrie Irving e Kevin Love, o Cleveland precisará que uma de suas principais armas na temporada funcione: o banco de reservas.

Quatro nomes resumem a importância dos reservas dos Cavs: Matthew Dellavedova, Iman Shumpert, Channing Frye e Richard Jefferson. Eles não estão no centro dos holofotes midiáticos e nem costumam ser entrevistados após os jogos, mas contribuem juntos com 25 pontos em média por jogo. Além disso, cada um deles leva à quadra características importantes, como o chute de três de Frye ou o poder de marcação de Shumpert, por exemplo.

Soma-se a isso as cestas dos reservas menos usados, como o veterano Mo Williams e o pivô Timofey Mosgov, e o banco do Cleveland tem contribuído com cerca de 30 pontos por partida nos playoffs. Foi um dos ingredientes que faltaram para os Cavs chegarem ao tão sonhado título da NBA na temporada passada – muito em função das lesões de Love e Irving que fizeram de reservas titulares, desfalcando ainda os pontos vindos do banco.

Para se ter uma ideia da eficiência do quarteto reserva no Cleveland, tem sido comum nos playoffs o técnico Tyronn Lue deixar LeBron James no banco de reservas na volta dos intervalos para colocá-lo em quadra na rotação com Dellavedova, Shumpert, Jefferson e Frye. A experiência começou no primeiro jogo mata-mata da Conferência Leste, tem dado certo e é um dos motivos da média de 106,5 pontos por jogo nos playoffs. Veja por que cada um deles tem sido importante aos Cavs.

Substituto de Varejão, Frye é especialista nas bolas de 3

David Richard-USA TODAY
Imagem: David Richard-USA TODAY

O ala-pivô Channing Frye chegou há pouco mais de três meses no Cleveland Cavaliers para o lugar do ídolo Anderson Varejão, em transação envolvendo o Orlando Magic, Portland Trail Blazers e o Golden State Warriors, onde hoje está o pivô brasileiro. Mas já está totalmente adaptado ao sistema de jogo dos Cavs e tem sido fundamental nas bolas de três, nas quais ele tem aproveitamento de 57% nos playoffs. Além disso, com 2,11m, joga bem de costas para a cesta e sente-se à vontade em torno do garrafão. Assim, Frye tem 8,8 pontos de média em pouco mais de 16 minutos de quadra nas finais da NBA.

Dellavedova, cada dia mais completo e adaptado

Jason Miller/Getty Images/AFP
Imagem: Jason Miller/Getty Images/AFP

No ano passado, quando Kyrie Irving machucou o joelho, Matthew Dellavedova foi seu substituto em uma das missões mais ingratas da atualidade no basquete mundial: marcar Stephen Curry. E o armador australiano, que também é especialista nas bolas de três e se dá muito bem em quadra com Tristan Tompson e LeBron James, correspondeu à altura. Foi um marcador incansável e tirou Curry da zona de conforto. A prova maior é que, mesmo campeão, Curry não foi o MVP da final da NBA no ano passado. Neste ano, com quase 15 minutos em quadra nos playoffs, Dellavedova está ainda mais à vontade no sistema de jogo dos Cavs e é figura fundamental na rotação do técnico Tyronn Lue. Sem contar a melhora evidente no “jumps” e "floaters" na cabeça do garrafão, que têm virado uma de suas marcas.

Shumpert, intensidade física aliada à capacidade de marcação

Andy Lyons/Getty Images/AFP
Imagem: Andy Lyons/Getty Images/AFP

Aos 25 anos, Iman Shumpert é o tipo de marcador que nenhum jogador gosta de encarar. Esbanjando intensidade física, ele acompanha seus rivais muito de perto, dando pouco espaço para o jogo de corpo e de pernas. Está sempre de braços levantados, joelhos flexionados e pernas afastadas, como ensinaria qualquer professor de basquete. Além disso, é bom chutador de média e longa distância, dribla bem para os dois lados e enterra sempre com muita vitalidade. Chegou em Cleveland junto ao titular J. R. Smith em janeiro de 2015, mas era um dos jogadores que encheram o departamento médico na final da NBA no ano passado. Agora, 100%, tem mostrado sua importância e potencial.

Jefferson: títulos de Conferência e experiência em finais

AP Photo/Tony Dejak
Imagem: AP Photo/Tony Dejak

Logo após a derrota para o Golden State Warrios na decisão da NBA no ano passado, LeBron James disse com todas as letras que faltou mais experiência, mais tempo de playoffs ao elenco do Cleveland. É justamente o que sobra para Richard Jefferson, prestes a completar 36 anos, que desembarcou em Cleveland em agosto do ano passado. Bicampeão da Conferência Leste com o histórico New Jersey Nets de Jason Kidd e Vince Carter, Jefferson jogou playoffs também pelo San Antonio Spurs e Dalla Mavericks, entre outros. Além disso, ele é medalhista olímpico – disputou os Jogos de Atenas em 2004, quando o Dream Team dos EUA ficou com o bronze.

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