Basquete

Seleção de basquete precisa agora de técnico brasileiro, defende Giovannoni

Tom Pennington/Getty
Imagem: Tom Pennington/Getty

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

07/09/2016 06h01

Atleta mais velho e há mais tempo na seleção de basquete e presidente da Associação de Jogadores, o ala-pivô Guilherme Giovannoni acredita que está na hora de a equipe nacional voltar a ter um treinador brasileiro, algo que não acontece desde 2008, quando o espanhol Moncho Monsalve foi contratado após a demissão de Lula Ferreira. 

Para o veterano de 36 anos, a saída do argentino Rubén Magnano – oficializada há duas semanas – abre espaço para que um treinador do país assuma o cargo. Ele ressalta que isso não ocorre por falta de qualidade dos estrangeiros, vide que foi só elogios às passagens de Magnano e Moncho. Mas entende que os treinadores brasileiros se qualificaram.

“Técnicos estrangeiros como o Moncho e o Rubén vieram em um momento em que isso era preciso para a modalidade, uma época em que eram necessárias mudanças. Eles também trouxeram muitas melhorias aos nossos técnicos. Temos muitos treinadores capacitados para assumir a seleção agora, como o Neto, o Gustavo (de Conti) e o Demétrius”, disse Giovannoni fazendo referência aos assistentes de Magnano na equipe nacional.

“Mas não são apenas estes. Tem também o Dedé, o Bruno (Savignani) que estão crescendo, aprendendo. Temos uma grande quantidade de treinadores competentes”, afirmou em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

Giovannoni disse que não conversou com Magnano desde que foi definido o fim de seu vínculo com a Confederação Brasileira de Basquete (CBB), mas que sua saída da seleção não o surpreendeu. Um discurso em tom de adeus, inclusive, foi feito ainda no Rio de Janeiro após a eliminação dos Jogos Olímpicos ter sido decretada.

“Ele deu tchau e disse que não sabia de sua continuidade. Mas para ser sincero, não me surpreendeu. A saída dele não tem muito a ver com resultados. Ele fez um excelente trabalho no país, teve competência para nos colocar na Olimpíada de Londres, tivemos ótimas participações e Mundiais e deixou um enorme legado. Vai ter um antes e depois de Rubén Magnano no basquete brasileiro”, afirmou.

“Mesmo se tivéssemos feito uma melhor campanha (na Olimpíada) acredito que ele sairia por uma série de razões. Conhecendo a situação financeira da CBB, sabíamos que seria difícil a sua permanência”, completou o ala-pivô do Brasília.

Para Giovannoni, os problemas econômicos e as enormes dívidas da CBB – estimadas em R$ 17 milhões – serão um complicador para o próximo ano, assim como a eleição da entidade que acontecerá em março. Nela será apontada o sucessor de Carlos Nunes , que já terá cumprido dois mandatos – totalizando oito anos no cargo. Até o momento, o único candidato declarado é Amarildo Rosa, presidente da Federação Paranaense.

“Preocupa sim a situação financeira, que é bem complicada. Para sair deste buraco, é necessária uma mudança muito drástica e um trabalho muito bem feito para haver uma recuperação. O momento da CBB é muito ruim. Só depois desta eleição teremos um panorama claro em relação a planejamento e nome do técnico e o futuro das seleções. Aí sim teremos um norte”, afirmou Giovannoni.

Em que pese a idade avançada e o longo tempo de serviços prestados ao time nacional, o jogador evita falar em aposentadoria no momento. Quer pensar com calma e pesar também as mudanças que virão na CBB.

“Vou seguir enquanto me sentir competitivo e saber que ainda sou útil para a seleção. Ainda tenho de pensar muito para tomar qualquer tipo de decisão. E farei isso juntamente com a minha esposa e minha família”, disse o jogador.
 

Derrota para a Argentina ainda machuca

Passado quase um mês da derrota para a Argentina por 111 a 107 após duas prorrogações, Giovannoni aina não conseguiu aceitar bem o resultado que praticamente eliminou o Brasil do torneio olímpico. Isso porque a partir daquele revés, passou a depender de uma vitória sobre a Nigéria – o que de fato aconteceu – e uma vitórias dos argentinos sobre a Espanha – o que não se concretizou.

“Ainda está difícil digerir e vai demorar um tempo para conseguir. Foi muito dolorido porque tivemos o jogo na mão e não soubemos fechar. Um resultado positivo nos colocaria em terceiro e mudaria toda a situação. Sabíamos que estávamos em um grupo forte e uma força importante ficaria fora. Infelizmente, fomos nós. Mas são coisas que acontecem no basquete. Temos de saber lidar com isso”, afirmou.

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