Basquete

Calote relacionado à Rio-2016 influenciou suspensão de basquete do Brasil

Divulgação
Carlos Nunes, presidente da CBB Imagem: Divulgação

Guilherme Costa

Do UOL, em São Paulo

15/11/2016 06h00

A Fiba (Federação Internacional de Basquete) listou cinco razões na última segunda-feira (14), após reunião realizada na Suíça, quando anunciou que a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) estava suspensa ao menos até 28 de janeiro de 2017, quando a situação vai ser reavaliada. O que a entidade internacional não disse, contudo, é que isso não encerra o quadro que eles classificaram como “falta de controle total”. Os brasileiros ainda têm um débito relacionado à participação do país na chave masculina dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

A dívida, na verdade, foi assumida pela CBB em 2014, quando o Brasil não conseguiu na quadra uma vaga no Mundial de basquete masculino disputado na Espanha. Para ser convidado, o país admitiu desembolsar US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 4,8 milhões). Em junho de 2015, quando anunciou que os donos da casa seriam convidados para a Rio-2016 por sua “história no esporte”, a Fiba condicionou a participação à quitação do débito.

No início de julho, a CBB ainda devia US$ 700 mil (R$ 2,4 milhões) à Fiba, que rejeitou proposta de parcelamento e ameaçou suspender a entidade. A polêmica foi postergada até agosto, após reunião realizada em Tóquio, quando as duas entidades anunciaram acordo para que a pendência financeira fosse sanada.

Consultada pelo UOL Esporte, a CBB disse que não há mais qualquer débito relacionado à participação do Brasil na Rio-2016. Também foi isso que o presidente da entidade, Carlos Nunes, afirmou em conversa com dirigentes de federações. Contudo, uma dívida parcial foi um dos motivos para a Fiba ter decidido suspender a CBB.

“O presidente disse que pagou completo, mas a notícia que temos de fora é que não. É uma caixa preta. Como a gente pode ajudar o basquete ou a confederação a sair de um lamaçal se eles querem esconder a sujeira embaixo do tapete?”, questionou Amarildo Rosa, presidente da Federação Paranaense de Basketball (FPRB) e principal opositor político de Nunes.

Oficialmente, a Fiba alegou que a suspensão da CBB foi baseada em cinco aspectos: ausência em torneios internacionais, falha na organização do World Tour de 3x3 no Rio de Janeiro, falta de controle total do basquete no país, falta de plano de reestruturação antes das eleições e falta de pagamento à Fiba por um longo período. A dívida relacionada a Mundial e Olimpíada é parte do último item, que os brasileiros têm tratado nos bastidores apenas como desgaste decorrente do atraso.

A CBB faturou R$ 24,2 milhões em 2015, segundo balanço financeiro da entidade. Foi a o menor valor desde 2010, quando a entidade havia amealhado R$ 17,7 milhões. Além disso, houve incremento de 32% na dívida, que chegou a R$ 17,2 milhões no fim do ano passado.

“Isso no papel, que não conta condomínio e outras despesas. Creio que tem mais. Ações trabalhistas e futuras ações, por exemplo”, ponderou Rosa. “Se não temos dinheiro, por que comprar a vaga?”, completou o dirigente.

Até pelas questões financeiras, a relação entre CBB e Fiba foi sensivelmente desgastada nos últimos meses. A entidade internacional chegou a ajudar um movimento de oposição da confederação brasileira para tentar antecipar as eleições presidenciais previstas para o primeiro semestre do ano que vem – Nunes não pode concorrer, mas ainda não indicou candidato ao processo sucessório.

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