Basquete

"Apoio a intervenção na CBB. Está na hora de limpar tudo", diz Splitter

AFP PHOTO / JORGE GUERRERO
Splitter com a camisa da seleção brasileira no Mundial 2014 Imagem: AFP PHOTO / JORGE GUERRERO

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

22/11/2016 22h02

Já faz quase dez dias que a Federação Internacional de Basquete (Fiba) suspendeu a Confederação Brasileira (CBB). E desde então o silêncio impera. A entidade não se manifesta, tampouco o Comitê Olímpico do Brasil (COB) ou o Ministério do Esporte. Os atletas a falar foram poucos e nenhum jogador brasileiro NBA havia se manifestado sobre o assunto.

Isso até a noite de terça-feira. Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte por telefone, o pivô Tiago Splitter falou sobre o tema e apoiou a atitude tomada pela Fiba de punir a CBB. Ele vê uma intervenção da entidade máxima como uma forma de ajudar o basquete nacional a começar a sair do buraco em que está.
 
"Apoio o que a Fiba está fazendo. Apoio a intervenção e limpar tudo", disse o jogador do Atlanta Hawks.
 
"Quero também que mudem o estatuto que é o que muitos não querem que aconteça. Tem que ter alguém na confederação que saiba gerenciar, alguém que saiba de basquete, de negócio e até alguém que tenha dinheiro. A situação é muito complicada", prosseguiu.
 
"A solução imediata não é tão fácil. Agora é momento de todo mundo pensar e ver o que está acontecendo. O sistema é antigo. Não é simplesmente colocar um outro presidente. Vir um outro da velha guarda que está aí há tempos. O problema é maior" analisou o atleta.
 
Apesar de ver como fundamental no momento uma intervenção da Fiba, o pivô se mostra cético com o futuro imediato do basquete brasileiro ainda que a punição seja revista em reunião da entidade marcada para o dia 28 de janeiro. Neste dia, se votará pelo fim ou não do gancho que entre outras coisas impede clubes nacionais e seleções de participarem de competições internacionais.
 
"Não acho que ficará assim por muito tempo. Fiba, COB e Ministério vão achar solução. Aliás, vão achar um band-aid. Não vai ter solução definitiva, vão tapar o buraco. Ninguém vai pensar no futuro do basquete brasileiro, infelizmente. Se pensassem assim, seria diferente", afirmou.
 
Críticas à gestão de Carlos Nunes
 
Splitter também analisou a gestão de Carlos Nunes, iniciada em 2009, e a reprovou. Para ele, o atual mandatário da CBB não fez uma boa governança, e é o responsável direto pela dívida que chega a R$ 17 milhões e a consequente suspensão. 
 
"Todo mundo sabe de como foi a gestão do Carlinhos, todo mundo sabe que não foi boa. São muitas dívidas e muitas coisas duvidosas. O Carlinhos não teve uma boa gestão. Teve problemas com patrocinadores, não sobe cuidar deles", disparou.
 
"Ele sempre foi muito ausente e quando falava, só falava que tinha problema. Ele nunca foi cara de aparecer e falar com a gente (jogadores). Não quero citar nomes, mas sempre teve gente na CBB buscando o melhor, pessoas honestas", disse.
 
O pivô também criticou o silêncio adotado pelo presidente desde o anúncio da suspensão. Uma entrevista coletiva marcada para a última sexta-feira foi cancelada e Nunes não respondeu às insistentes mensagens e ligações feitas pela reportagem.
 
"Me incomoda o silêncio, me incomoda. Eu me importo com o que está acontecendo", completou.
 
Jogador reconhece que atletas da NBA pouco fizeram
 
Sincero, Splitter reconheceu que ele e os outros atletas mais experientes da seleção que atuam na NBA (casos de Anderson Varejão, Leandrinho, Marcelinho Huertas, Nenê) pouco fizeram nos últimos anos para mudar a situação.
 
"Temos ideias e temos opinião. Mas concordo que fizemos pouco até agora para pressionar a CBB e pressionar a Fiba. Talvez pela situação, por estar em meio de campeonato, por querer jogar Mundial e Olimpíada. Agora é o momento. Agora que está tudo revirado é hora de ter voz ativa. Concordo que é o momento e também concordo que deveríamos ter feito mais no passado", reconheceu.
 
Para o pivô, os jogadores precisam ter apoio no campo político para poderem pressionar a CBB, a exemplo do que aconteceu na Argentina. Em 2014, um grupo liderado por Luis Scola ameaçou não jogar o Mundial caso não houvesse auditoria na confederação e mudanças no comando. A manifestação levou à saída de Germán Vaccaro e o início de um processo de reestruturação.
 
"Podemos ter poder dentro do basquete. Mas precisamos ter poder político. Scola e Ginóbili tinham este poder, tinham muito poder. Não temos este poder no Brasil, infelizmente. É algo que deveríamos pensar", concluiu.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Bala na Cesta
Bala na Cesta
Redação
Redação
Bala na Cesta
Bala na Cesta
AFP
Redação
Bala na Cesta
Esporte Ponto Final
UOL Esporte
UOL Esporte
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Redação
Bala na Cesta
EFE
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Redação
UOL Esporte
UOL Esporte
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Bala na Cesta
Redação
Redação
Bala na Cesta
UOL Esporte
Redação
UOL Esporte
Bala na Cesta
Redação
UOL Esporte
LancePress
Redação
Bala na Cesta
Redação
Bala na Cesta
Redação
Redação
UOL Esporte
Topo